PF prende 15 em operação contra fraude no INSS em MG

Benefícios falsos identificados já somam 400, com prejuízo de R$ 4,5 milhões

Agencia Estado

21 de junho de 2007 | 12h47

A Força Tarefa Previdenciária, integrada pela Polícia Federal, Previdência Social e Ministério Público Federal, prendeu nesta terça-feira, 19, em Belo Horizonte, 15 pessoas acusadas de fraudes contra a Previdência Social. Até o momento, a Operação Freud já identificou 400 benefícios falsos, com prejuízo de R$ 4,5 milhões.A operação foi batizada com o nome do pai da psicanálise porque a quadrilha apresentava documentos falsos para conseguir a concessão de auxílios-doença e aposentadorias por invalidez, alegando que seus clientes tinham doenças psiquiátricas. Entre os presos estão um perito médico do INSS, o chefe da agência da Previdência Social de Contagem, na Grande Belo Horizonte, e uma pessoa que se apresenta como bispo da Igreja Católica Brasileira, dissidência da Igreja Católica Romana. Também foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em residências, escritórios e consultórios médicos da Região Metropolitana. Outro acusado continua foragido. A direção da Previdência Social já indicou um servidor para assumir interinamente a chefia da agência de Contagem. A unidade continua funcionando, sem qualquer prejuízo para os segurados.A investigação, que vem sendo realizada há um ano, identificou vários escritórios de despachantes, que captavam "clientes" interessados em obter benefícios previdenciários. Os despachantes contavam com a ajuda de um servidor do INSS para agendar exames, sempre com o mesmo perito médico. Os exames forjados fundamentavam diagnósticos médicos falsos e a inserção indevida de dados nos computadores da Previdência Social. O esquema envolvia, também, a administração criminosa de medicamentos aos pretensos segurados, com o intuito de produzir prova material da doença mental.Além dessas 15 prisões e 25 mandados de busca e apreensão desta terça, a Força Tarefa já prendeu este ano outras 44 pessoas, sendo 12 servidores, e executou 49 mandados de busca e apreensão. Em 2006 foram realizadas 229 prisões, das quais 55 servidores, e executados 297 mandados de busca e apreensão. Além disso, 10 pessoas foram denunciadas ao Ministério Público Federal, entre elas quatro servidores.

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