PF prende 17 por crimes financeiros em São Paulo e Ceará

Operação Quixadá busca acusados de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e prática cambial ilegal

Paulo R. Zulino, do estadao.com.br, e Carmen Pompeu, de O Estado de S. Paulo,

24 de junho de 2008 | 09h21

A Polícia Federal (PF) desencadeou nesta terça-feira, 24, a Operação Quixadá. O nome faz alusão a uma casa de câmbio, que foi o primeiro alvo das investigações, localizada no Centro Comercial Torre Quixadá, na Avenida Barão de Studart, bairro Aldeota, em Fortaleza. Dezessete pessoas foram presas, entre empresários dos setores de importação e exportação, venda de combustíveis, lojas de pesca e factoring.   Veja também: As ações da Polícia Federal no governo Lula   Ao todo, seriam cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e 19 de prisão temporária, expedidos pela seção da Justiça Federal em Fortaleza. Segundo a PF, uma das 19 pessoas não pode ser presa porque se encontrava no exterior e outra não foi localizada.   Um dos presos foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma e outro por tráfico de animais silvestre. Os nomes não foram divulgados, segundo o delegado Thomas Wlassak, para não atrapalhar o andamento da operação, que ainda está em andamento.   De acordo com Wlassak, os empresários são acusados de evasão de divisas, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e prática cambial ilegal por empresas de fachada. O delegado também suspeita que a quadrilha usava o esquema para esconder dinheiro que seria utilizado como Caixa Dois em campanhas políticas. "São pessoas que não querem que esse dinheiro apareça", comentou.   Segundo ele, a quadrilha operava uma rede subterrânea de finanças, na qual uma grande soma de dinheiro não era contabilizada pelas autoridades competentes. Daí o delegado suspeitar de políticos e também de pequenos investidores estrangeiros interessados e compra de imóveis no Ceará.   O prejuízo provocado pelo esquema ainda não foi calculado. De acordo com o delegado regional executivo da PF, Carlos Alberto Fazzio, a quadrilha atuava havia pelo menos quatro anos no Estado. Há dois os federais estavam investigando.   Além das prisões, foram apreendidos dois veículos, seis armas de fogo, computadores e documentos que comprovariam as fraudes financeiras praticadas pelos suspeitos. Também foram apreendidos R$ 221 mil, 25 mil euros e US$ 30 mil. A operação contou com a atuação de 150 policiais federais do Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Paraíba.   Matéria atualizada às 19h16

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