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PF prende 4 vigias que levaram dados da Petrobrás e diz que é furto comum

Para superintendente da Polícia Federal do Rio, acusados não tinham a menor idéia do que havia em equipamentos

Nicola Pamplona e Marcelo Auler, O Estadao de S.Paulo

29 de fevereiro de 2008 | 00h00

A prisão de quatro vigilantes do terminal de contêineres da Poliporto encerrou ontem as investigações da Polícia Federal sobre o furto de informações sigilosas da Petrobrás, no fim de janeiro. Segundo o superintendente da PF no Rio, Valdinho Jacinto Caetano, os acusados ''''não tinham a menor idéia'''' do que havia nos computadores, e a hipótese de espionagem industrial, que ganhou força no início das investigações, foi totalmente afastada. ''''Foi furto comum'''', decretou o delegado.Na operação, a polícia conseguiu recuperar quatro notebooks, um monitor, uma impressora, uma caixa de ferramentas e uma mochila para transportar notebook. Durante o dia, outras diligências foram realizadas para tentar recuperar o restante do material - que inclui discos rígidos e drives de DVD, entre outros - e identificar receptadores. Até o início da noite, a Polícia Federal não havia divulgado informações sobre o resultado do trabalho.Os investigadores chegaram aos vigilantes Alexandre de Araújo Maia, Cristiano da Silva Tavares, Eder Rodrigues da Costa e Michel Mello da Costa analisando a escala de plantão do terminal nos períodos em que houve violação de cargas. Alexandre e Cristiano foram encontrados na manhã de ontem na própria Poliporto, onde estavam de plantão, e convidados a prestar esclarecimentos. Michel e Eder faltaram ao trabalho e foram encontrados pela polícia em suas casas.Segundo investigadores, Eder foi o primeiro a confessar a participação nos crimes, depois de ser pressionado na frente dos pais. Mais tarde, na casa de Michel, a polícia encontrou parte dos equipamentos.Outra parte já havia sido vendida e foi recuperada nas casas dos compradores. A Polícia Federal informou que os equipamentos foram encontrados nos bairros Parada de Lucas e Vila Kosmos, no subúrbio do Rio, e em São Gonçalo, na região metropolitana.Caetano disse que os vigilantes vinham praticando pequenos furtos no terminal, que é operado pela empresa BricLog desde setembro de 2007. Costumavam pegar apenas componentes de informática para não levantar suspeitas. Com conhecimento do sistema de segurança, eles arrumavam os lacres violados para que a ação não fosse percebida nas inspeções feitas na retirada da carga.Em entrevista ao Estado na semana passada, o assessor especial do Ministério dos Transportes, Jorge Pimentel, disse que o terminal tinha forte esquema de segurança e possíveis furtos só poderiam ser cometidos por pessoas com acesso livre. Faz pelo menos uma semana que as investigações se concentraram no local, por onde passaram pelo menos três cargas da Halliburton violadas este ano. A empresa admitiu que já havia sido vítima de outros furtos.O roubo dos notebooks ganhou destaque depois que a Petrobrás afirmou que os equipamentos continham informações sigilosas das reservas gigantes de gás de Júpiter, na Bacia de Santos. Segundo Caetano, um dos ladrões entrou em pânico ao perceber a dimensão do furto e chegou a destruir alguns equipamentos.''''Eles não tinham a menor idéia do que havia nos computadores. Chegaram a vender um dos equipamentos por R$ 1,5 mil'''', disse o delegado. Segundo ele, não há risco de que os equipamentos tenham caído em mãos de concorrentes da Petrobrás. ''''Está absolutamente descartada a hipótese de busca por informações sigilosas, pirataria, ou algo industrial.'''' Os quatro foram presos em flagrante e vão responder por formação de quadrilha.FRASES Valdinho Jacinto CaetanoSuperintendente da Polícia Federal no Rio''''Foi furto comum''''''''Eles (os quatro vigilantes presos pelo furto) não tinham a menor idéia do que havia nos computadores. Chegaram a vender um dos equipamentos por R$ 1,5 mil''''''''Está absolutamente descartada a hipótese de busca por informações sigilosas, pirataria, ou algo industrial''''

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