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PF prende 5 por esquema de sonegação de IR

Cinco pessoas foram presas nesta quarta-feira pela Polícia Federal (PF) sob acusação de pertencerem a uma quadrilha responsável pela venda e distribuição de recibos médicos falsos, usados por contribuintes na declaração do Imposto de Renda nos últimos cinco anos. De acordo com a investigação, realizada a partir do cruzamento de dados com a Receita Federal, a fraude gerou prejuízo de até R$ 50 milhões aos cofres públicos.Foi identificada a participação de contribuintes de todos os Estados do País, exceto o Rio Grande do Sul - 500 já foram identificados e serão notificados pela Receita. Podem ser denunciados à Justiça por uso de documento falso.Antônio Rogério Guayba Justo, de 53 anos, um dos presos, é acusado de ser o líder da quadrilha. O delegado federal Victor Hugo Poubel afirmou que Justo providenciava a emissão de recibos falsos para os seus clientes declarando serviços prestados por hospitais.Duas funcionárias do Serpro, empresa pública que presta serviços para a Receita, Evanete Pinheiro Felipe Martins, de 44, e Mirian de Freitas Pereira, de 47, foram presas na Delegacia da Receita Federal em Niterói. São acusadas de intermediar o suposto esquema. Uma delas teria usado a senha pessoal para excluir o nome dos contribuintes beneficiários do sistema de controle de arrecadação da Receita, evitando assim que caíssem na malha fina. Um dos contribuintes levantados pela investigação teve restituição de R$ 150 mil.A operação teve a participação de 44 policiais federais e 10 auditores fiscais. Outras duas pessoas foram presas. Wagner Dias da Silva, de 37, é acusado de entregar os recibos aos contribuintes. Ele cobraria pelo serviço uma taxa de R$ 300 por nota. Mely Coelho Lamella, de 53, é acusada de vender recibos no Hospital dos Servidores.O delegado afirmou que as notas falsas tinham valores de R$ 5 mil a R$ 20 mil, em nome de hospitais e clínicas que efetivamente existem. Numa delas, de 28 de março de 2004, atribuída ao Hospital Memorial, havia "serviços odontológicos prestados" por R$ 10.150.Os policiais federais executaram 10 mandados de busca e apreensão, que resultaram em apreensões de declarações de contribuintes, talonários médicos em branco, agendas de telefone e HDs de computadores. No apartamento de Justo, segundo a PF, foram apreendidos cocaína, maconha e uma pistola 9mm. Os advogados dos acusados não foram localizados. "Muitas pessoas usam notas frias para abater o imposto de renda como se isso fosse natural. É crime", disse o superintendente-adjunto da Recita no Rio, Wolner Ferreira da Costa.

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