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PF prende dez supostos fraudadores do INSS no Amazonas

A operação cumpriu ainda 13 mandados de busca e apreensão; prejuízo com fraudes pode chegar a R$ 14 mi

Solange Spigliatti, do estadao.com.br,

20 de fevereiro de 2008 | 10h07

Dez pessoas foram presas na manhã desta quarta-feira, 20, durante a Operação Hígia, da Polícia Federal, deflagrada contra fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no Amazonas. A operação cumpriu ainda três mandados de busca e apreensão, segundo informações do INSS, e faz parte da Força Tarefa Previdenciária para combater fraudes no instituto. Esta é a quinta operação deste ano. Entre os presos estão um médico perito do INSS, dois servidores administrativos, três médicos particulares e quatro agenciadores, todos acusados de terem causado um prejuízo de cerca de 1,2 milhões mensais aos cofres públicos ou até R$ 14 milhões em um ano.   Veja também: Presos 31 acusados de fraudar a Previdência no Pará Polícia desmonta quadrilha que desviou R$ 6 milhões do INSS PF faz operação contra fraudes previdenciárias em MG   As investigações tiveram início em maio de 2007, após denúncia anônima, ainda segundo informações do instituto. A quadrilha falsificava atestados médicos, exames e laudos, para a obtenção ilegal de auxílios-doença e aposentadorias por invalidez. Também direcionava "pacientes" para fazer a perícia com o médico integrante do esquema. Os prejuízos ao INSS estão estimados em R$ 1,2 milhão e a projeção anual pode chegar a R$ 14 milhões. Já foram identificados 50 benefícios fraudados.     Em três anos, quatro operações da PF foram deflagradas tendo alvo desvio de funções do INSS no Amazonas. No País, esta foi a quinta operação só neste ano: foram realizadas 57 prisões, sendo de 14 de servidores do próprio instituto. Ainda sobre as operações no País, foram cumpridos 102 mandados de busca e apreensão, com prejuízos estimados em R$ 41 milhões.   Questionado se as operações não poderiam estar apontando uma fragilidade do sistema, o coordenador regional do instituto, André Fidélis, afirmou que ao contrário. "Desde 2003 firmou-se um convênio permanente com a PF para vigiar o sistema, que está sendo monitorado e os erros corrigidos. Em 2006, no Amazonas, foram presos 58 servidores do instituto envolvidos em fraude e em 2007 foram 27, ou seja, o número está caindo com a constante vigilância".   A operação foi batizada com o nome da deusa grega da saúde, Hígia, por envolver médicos. Trabalharam na operação 110 policiais federais e 14 técnicos do INSS para cumprir dez mandados de prisão e 13 de busca e apreensão. De acordo com o superintendente da PF no Amazonas, José Renan Rocha Ribeiro, o esquema envolvia fraudes em benefícios previdenciários de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez apenas em Manaus.   "Com atestados de saúde falsos emitidos por médicos particulares, o médico do INSS aprovava o pedido de auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez, com uma média mensal de R$ 3 mil por benefício, com casos em que o valor chegava a R$ 20 mil", afirmou Ribeiro. Os funcionários do INSS envolvidos no esquema direcionavam os casos fraudulentos apenas ao médico envolvido, cujo nome não foi divulgado.   O superintendente afirmou que não há estimativas de quantas pessoas foram beneficiadas ou de quanto dos valores seguiam para as contas dos envolvidos. Os presos estão na sede da PF em Manaus, em prisão temporária de cinco dias.   Texto ampliado às 16h01  

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