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PF prende mais dois por sonegação no setor canavieiro

A Polícia Federal prendeu mais duas pessoas suspeitas de integrar o esquema de sonegação fiscal que teria desviado mais de R$ 2 bilhões de contribuições previdenciárias não recolhidas por 160 empresas do setor sucroalcooleiro em São Paulo. Hoje a PF pediu à Justiça a prorrogação da prisão de 17 pessoas detidas na quinta-feira. O esquema, segundo a PF, era liderado pela família Egreja, da Companhia Açucareira de Penápolis, dona de diversas empresas, entre elas duas usinas de álcool, de onde eram desviados os recursos. Entre as 17 pessoas presas na quinta-feira, cinco são da família Egreja. O usineiro Roberto Sodré Egreja, um dos 19 que tiveram a prisão temporária expedida pela Justiça, se apresentou hoje à tarde e até as 19h20 ainda prestava depoimento na delegacia da PF em Araçatuba. Segundo a PF, coordenador dos negócios dos Egreja, Roberto deveria continuar detido após o depoimento. Na madrugada de ontem, agentes da PF prenderam o advogado Celso Guimarães Soares, que também era procurado. Soares estava numa festa, num bairro da cidade de São Paulo, quando foi preso pelos agentes.Ainda na sexta-feira, a PF libertou duas mulheres que foram detidas na operação. Rosa Maria Egreja Carmagnani, herdeira dos Egreja, e Aline Fernandes Junqueira, diretora de finanças da CAP, que estavam detidas na Cadeia Feminina de Buritama, foram soltas depois de colaborar com a PF prestando informações que confirmariam a existência do esquema. Análises da Polícia Federal no material apreendido pela Operação Cana Brava confirmaram a existência do esquema, disseram autoridades da PF e da Receita. Entre as empresas envolvidas no esquema estão distribuidoras e postos de combustíveis, que compravam álcool abaixo do preço sem nota fiscal. Também estão envolvidas outras usinas que fariam triangulação para ocultar transações do fisco, além de tradings, factoring, empresas fornecedoras e compradoras de produtos processados pelas usinas dos Egreja. O dinheiro era desviado para duas offshores (empresas em paraísos fiscais), no Uruguai e Ilha Virgens, onde os Egrejas lavavam o dinheiro e escondia seu patrimônio.

CHICO SIQUEIRA, Agencia Estado

16 de junho de 2008 | 19h55

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