PF vai apurar em sigilo furto sofrido pela Petrobras

Segundo a delegada responsável pela investigação, decisão foi tomada para não atrapalhar o trabalho da polícia

Nicola Pamplona, da Agência Estado,

15 de fevereiro de 2008 | 17h32

Responsável pela apuração do furto de informações estratégicas da Petrobras no final de janeiro, a delegada da Polícia Federal Carla Dolinski, da regional Macaé, informou nesta sexta-feira, 15, que as investigações passam a correr sob sigilo absoluto a partir de agora. Segundo ela, a decisão foi tomada com o objetivo de não atrapalhar o trabalho da polícia, que até quinta-feira não tinha informações relevantes sobre o caso. Em entrevista concedida na quinta, Carla disse que começaria a ouvir testemunhas na semana que vem e que esperava para esta sexta um resultado do laudo pericial no local onde foi descoberto o roubo. As informações estavam em notebooks e discos rígidos furtados de um contêiner contratado pela prestadora de serviços Halliburton.  O contêiner passou 12 dias em viagem entre uma plataforma na bacia de Santos e a base da multinacional em Macaé. Não se sabe em que etapa da viagem, que incluiu cerca de uma semana de espera em um terminal de contêineres no Rio, a ação dos bandidos ocorreu. O teor das informações furtadas não foi divulgado pela Petrobras, que não quis comentar o assunto até agora, limitando-se a divulgar uma nota confirmando o incidente.

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