Henny Ray/AFP
Henny Ray/AFP

Pfizer aumenta preços de Viagra e outros cem remédios, contrariando promessa de Trump

Segundo o jornal Financial Times, movimento da maior farmacêutica americana vem semanas após o presidente dos EUA afirmar que haveria reduções voluntárias na indústria

O Estado de S.Paulo

02 Julho 2018 | 16h39

A Pfizer elevou os preços de cem produtos, poucas semanas depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que a indústria farmacêutica estava prestes a implementar reduções voluntárias "em massa".

Em comentários feitos em 30 de maio, ainda segundo o jornal, Trump havia dito que as grandes farmacêuticas iriam anunciar "grandes quedas voluntárias nos preços". Nenhum anúncio desse tipo ocorreu desde então.

Em meio a questionamentos sobre os altos custos de medicamentos no país, a companhia aumentou o preço de alguns de seus medicamentos mais conhecidos, como o Viagra, afirma o Financial Times. Os aumentos foram realizados a partir de 1º de julho e na maioria dos casos superam os 9%, diz o jornal inglês, bem acima da taxa de inflação nos EUA, que está em cerca de 2%.

A Pfizer, a maior empresa americana do setor, chegou a aplicar reduções pontuais nos preços de cinco produtos entre 16% e 44%, segundo apurou o jornal.

É a segunda vez este ano que a Pfizer eleva os preços de vários remédios. Ao contabilizar uma série de aumentos implementados em janeiro, o preço de alguns medicamentos subiu quase 20% em 2018.

A Pfizer disse ao Financial Times que o preço de tabela não reflete o que a maioria dos pacientes ou seguradoras pagou. "O preço de tabela permanece inalterado para a maioria dos nossos medicamentos", disse a empresa em comunicado. "Estamos modificando os preços de 10% de nossos medicamentos, incluindo alguns casos em que estamos diminuindo o preço".

Várias outras farmacêuticas também aumentaram os preços de seus remédios em 1º de julho, de acordo com o jornal, incluindo a Acella Pharmaceuticals, que aumentou 20% de seus produtos.

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