Pfizer vai cortar 6 mil vagas para consolidar produção

Os cortes, que vão acontecer entre os próximos 18 meses a cinco anos,são parte do plano maior da empresa de eliminar mais de 19 mil vagasaté o final de 2012

Álvaro Campos, da Agência Estado,

18 de maio de 2010 | 13h02

A Pfizer Inc. disse que vai cortar cerca de 6 mil vagas nos próximos cinco anos por causa do fechamento de oito unidades de produção até 2015 e da redução de operações em seis outras unidades, em um esforço para controlar os custos.

Os cortes, que vão acontecer entre os próximos 18 meses a cinco anos, são parte do plano maior da empresa de eliminar mais de 19 mil vagas até o final de 2012, após ter concluído em outubro a aquisição da Wyeth, disse o vice-presidente de assuntos externos da Pfizer, Ray Kerins.

A empresa definiu essa meta de redução de vagas em janeiro de 2009, quando anunciou que estava se fundindo com a Wyeth. Naquela época, as companhias tinham uma equipe conjunta de 130 mil empregados. No final do primeiro trimestre, a equipe estava em 113,8 mil.

O corte nas vagas também é parte do objetivo geral da Pfizer de reduzir custos entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões até o final de 2012, informou Kerins. Desde que o acordo com a Wyeth foi fechado, em outubro, a Pfizer já cortou 6,9 mil vagas, principalmente nas operações de produção e pesquisa e de desenvolvimento da planta Primary Care, nos Estados Unidos.

A Pfizer disse que este último corte vai alinhar a organização de produção e oferta de 33 mil pessoas com a rede combinada da Pfizer e da Wyeth, que a Pfizer comprou por US$ 68 bilhões em outubro. A primeira fase do plano da Pfizer prevê o fechamento de uma unidade na Irlanda, outra em Porto Rico e mais uma nos EUA até o final de 2015, com planos de fechar outras cinco.

Os cortes não têm sido fáceis de implementar, mas são necessários, disse Kerins. "Decisões como essa precisam ser tomadas para permanecermos competitivos nesse ambiente", acrescentou.

A Pfizer procura cortar custos para ajudar a compensar uma desaceleração no crescimento das vendas de seus remédios considerados carros-chefes. A empresa anunciou em fevereiro que planeja cortar gastos com pesquisa e desenvolvimento em até US$ 3 bilhões até 2012, aproveitando eficiências oriundas do acordo com a Wyeth. A Pfizer disse nesta terça-feira que os cortes recentes vão tornar mais eficiente o uso de recursos e tecnologias e melhorar os processos nas unidades.

"A reestruturação de nossa rede global de fábricas é essencial para os nossos esforços de permanecer competitivos, para que possamos continuar a atender às necessidades dos pacientes e expandir o acesso e a disponibilidade dos nossos remédios", disse o presidente de produção global, Nat Ricciardi.

No começo do mês, a Pfizer disse que os seus ganhos no primeiro trimestre caíram 26% com os custos da reestruturação, embora seus resultados ajustados tenham superado as previsões dos analistas, com as vendas dos seus remédios considerados carros-chefes subindo levemente.

Às 12h14 (de Brasília) as ações da Pfizer operavam em alta de 0,06%, a US$ 16,12, na Bolsa de Nova York.

As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
empregoPfizer

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.