Pfizer vai fechar oito unidades e demitir 6 mil

A companhia farmacêutica americana Pfizer, a maior do mundo, anunciou ontem que pretende fechar oito unidades no mundo e cortar 6 mil empregos, como parte do processo de reestruturação adotado desde a aquisição, no ano passado, de sua rival Wyeth.

NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2010 | 00h00

"Por meio da redução, conseguiremos aumentar a eficiência e reduzir os custos com um melhor uso dos recursos e tecnologia, além de eliminar o excesso de capacidade e alinhar a produção com as demandas do mercado", explicou a companhia em um comunicado.

Com sede em Nova York, a empresa indicou que, no fim de 2015, terá fechado oito de suas fábricas nos Estados Unidos, Porto Rico e Irlanda, e nos anos seguintes ainda reduzirá suas operações em outras seis fábricas nesses três países, além da Alemanha e do Reino Unido.

Atualmente, a maior farmacêutica mundial opera com 78 fábricas em todo o mundo e emprega 113,8 mil trabalhadores.

Em janeiro de 2009, ao informar sua fusão com a também americana Wyeth, a farmacêutica indicou a necessidade de cortar 20 mil empregos e investir US$ 68 bilhões para completar essa fusão.

Reestruturação. O presidente da empresa, Nat Ricciardi, indicou que a reestruturação "é crítica para seguir sendo competitiva, assim como para satisfazer as necessidades dos clientes e ampliar o acesso aos novos medicamentos".

A empresa indicou que, no fim de junho, anunciará as medidas que vai adotar com relação aos centros de produção de saúde animal.

No início de maio, a empresa americana informou que, no primeiro trimestre de 2010, teve um ganho de US$ 2,026 bilhões, 26% inferior há um ano, quando ainda não tinha adquirido a Wyeth. / EFE

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