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PGBL: características e custos do produto

Além do cuidado com os limites de contribuição, a pessoa interessada em contratar um plano de previdência com o objetivo de reduzir a base de tributação de IR deve estar atenta aos custos desse produto. Um deles é a taxa de carregamento. Trata-se de uma porcentagem que incide sobre cada depósito e é destinado à empresa de previdência privada.Nos Planos Geradores de Benefícios Livres (PGBLs), a taxa de carregamento varia de 1% a 5%. Isso significa que, para um aporte de R$ 1 mil, o investidor repassará à empresa de previdência um valor entre R$ 10 e R$ 50, o que significa que nem tudo que o participante acumula é destinado à sua reserva de recursos. Uma parte dos recursos vai para a empresa por meio da taxa de carregamento.Descontando-se esse custo, o valor aportado é destinado a um fundo de investimento, com perfil escolhido pelo participante. Nesses fundos, o custo passa a ser a taxa de administração. A porcentagem referente a essa taxa incide mensalmente sobre o patrimônio da carteira e é destinada à empresa que administra os recursos. A tendência é que, quanto mais simples a composição do fundo - por exemplo, formada apenas por títulos públicos com juros pós-fixados - menor essa taxa de administração.Veja mais detalhes sobre o PGBLO PGBL é um plano de previdência privada como os tradicionais, que trabalha com duas fases: a de acumulação de capital e de pagamento dos benefícios. Porém, ao contrário dos planos tradicionais, o PGBL não garante rendimento mínimo ao participante, que assume o risco de perdas. Por isso, todo o rendimento obtido pelo plano é do associado, descontados os custos. No final do prazo de contribuição, a administradora calcula o valor do benefício a partir do capital acumulado (reserva matemática).É importante que o participante saiba escolher o tipo de PGBL de acordo com sua proposta de investimentos, se aceita maior nível de risco diante da possibilidade de ter rendimento maior. Como é possível trocar de PGBL, o participante pode alterar sua estratégia de investimento ao longo do tempo. Pode começar, por exemplo, colocando sua poupança num produto de maior risco, que tenha maior potencial de ganho, quando o tempo para aposentadoria for longo, e depois trocar para mais conservadores, de menor risco, quando o prazo for menor.É importante também que o participante sempre acompanhe o que acontece com a carteira do produto para não ter surpresas desagradáveis depois de muitos anos de investimentos. O período de carência, para saques antecipados, é variável, de 60 dias a 24 meses. O prazo mais comum no mercado é de 60 dias. Os PGBLs também oferecem a contratação de seguros adicionais, com cobertura para risco de morte ou invalidez.Veja no link abaixo as desvantagens para quem compra um PGBL com o objetivo de reduzir a base de renda para a incidência de IR.

Agencia Estado,

22 de novembro de 2002 | 14h26

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