Philips tem prejuízo de US$ 1,37 bi no segundo trimestre

A gigante de eletrônicos Philips registrou um prejuízo líquido de 1,36 bilhões de euros (US$ 1,37 bilhão) no segundo trimestre de 2002, ante um prejuízo de 770 milhões de euros em mesmo período do ano anterior, seguindo as expectativas dos analistas, de prejuízo entre 1,2 bilhão de euros (US$ 1,21 bilhão) e 1,6 bilhão de euros (US$ 1,61 bilhão). As vendas subiram 5% para 8 bilhões de euros (US$ 8,08 bilhões) no trimestre, impulsionadas por um sólido desempenho de sua divisão médica, que superou o fraco desempenho de outros setores. As vendas da divisão médica subiram 85% para 1,76 bilhão de euros (US$ 1,77 bilhão), na maior parte devido às recentes aquisições.As vendas da divisão de produtos eletrônicos ao consumidor, a maior na Europa, caíram 7% para 2,5 bilhões de euros (US$ 2,52 bilhões). A Philips atribuiu esse resultado às mudanças de portfólio e às vendas mais reduzidas de celulares. As vendas da divisão de semicondutores declinaram 2% para 1,1 bilhão de euros (US$ 1,11 bilhão). O prejuízo líquido no período deveu-se principalmente a encargos "impairment" (comparação do valor do ativo com o preço originalmente pago pela empresa), principalmente sobre a participação de 3,5% que a Philips detém na francesa Vivendi Universal.Sem esses encargos de 1,56 bilhão de euros (US$ 1,57 bilhão), a Philips disse que teria verificado um lucro de 171 milhões de euros (US$ 172 milhões). Jan Hommen, diretor financeiro da companhia, disse que haverá lucro no ano de 2002, porém excluindo-se os encargos "impairment" e que os resultados deverão ser melhores no segundo semestre, impulsionados por um desempenho mais positivo de quase todos os setores.

Agencia Estado,

16 de julho de 2002 | 09h21

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