Philips traz ao Brasil seu exercício de ''futurologia''

A mostra de soluções de tecnologia, que estreou em Paris e já foi exibida em Amsterdã, Londres, Nova York e Hong Kong, chega a São Paulo

Marili Ribeiro, O Estadao de S.Paulo

17 de abril de 2008 | 00h00

Há soluções de pura futurologia que estão em pesquisa sem previsão de chegar ao mercado. Caso do tecido que reage às sensações de quem o usa e se ilumina diante da raiva ou da alegria, ou então a tatuagem que só aparece na pele ao captar as emoções de quem a toque. Mas há casos concretos, como as salas especiais para exames médicos, que existem em 50 hospitais nos EUA. Nela, são transmitidas cenas no teto e nas paredes que ajudam a tranqüilizar o paciente.Para exibir iniciativas como essas, a companhia holandesa Philips traz para o Brasil o evento " The Simplicity" que, desde 2005, percorre o mundo - já passou por Paris, Amsterdã, Londres, Nova York e Hong Kong -, exibindo um laboratório de pesquisas, invenções, design de produtos e soluções inéditas. Tudo feito com o objetivo de rejuvenescer a imagem da centenária companhia que, por anos a fio, consolidou-se como a de uma fabricante de televisores e lâmpadas incandescentes. A Phillips investe entre 6% e 8% do faturamento, que no ano passado foi de 27 bilhões, em pesquisa e desenvolvimento. "Temos mais de cinco mil pesquisadores na sede, na Holanda, trabalhando em projetos e estudando tendências que buscam conforto com tecnologia e simplicidade para as pessoas", diz o vice-presidente de marketing para a América Latina, o ítalo-venezuelano Fábio Di Giammarco. "Estamos investindo agora para que as pessoas saibam e foi por isso que trouxemos o "Simplicity" para cá".As tendas em que por cinco dias, a partir da próxima segunda-feira dia 21, os cerca de três mil convidados da Philips poderão ter contato com cenas explícitas de futurologia foram montadas embaixo da ponte estaiada da Marginal de Pinheiros. Entre as inovações tecnológicas que poderão ser apreciadas por lá há as que trafegam em universos pouco conhecidos, mas podem ser imaginadas como corriqueiras na casa do futuro. Um lugar onde o conhecido pincel de aquarela poderá ser substituído por um feixe de luz. Com ele, a criança desenha na parede, sem riscá-la, e ainda poderá ver suas criações ganharem animação.VENDASA Philips vai dobrar os investimentos em publicidade no País este ano. A empresa não divulga valores, mas desde que o presidente da operação brasileira assumiu, Paulo Zottolo, as campanhas ganharam espaço até com a contratação da cantora Ivete Sangalo como garota-propaganda. O resultado deve ter sido positivo, já que as vendas globais recuaram no primeiro trimestre ante o período anterior, mas cresceram na América Latina 15% puxadas pelo Brasil.A procura por ações de marketing transformadoras da percepção de uma empresa tem sido um exercício recorrente no mercado corporativo nos últimos anos. Assim como a Phillips, que embasou a comunicação no que define por "simplicidade e bom senso" na tentativa de vender tecnologia acessível ao homem comum, a General Eletric abraçou a causa verde. Quer ser conhecida não como uma empresa que fabrica turbinas, mas como uma que cria produtos ambientalmente corretos.

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