PIB americano é revisado de 7,2% para 8,2%

A economia norte-americana teve um crescimento no terceiro trimestre ainda mais forte do que o estimado inicialmente e acima das expectativas do mercado. O crescimento Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no terceiro trimestre foi revisado para 8,2%, da estimativa inicial de expansão de 7,2%, de acordo com o Departamento do Comércio. O desempenho superou o projetado pelos 19 economistas consultados pela Dow Jones Newswires-CNBC, que previam que a economia norte-americana crescesse 8%. Uma das razões que sustentaram a revisão em alta foi a diminuição dos estoques com menos agressividade do que o inicialmente estimado. "A revisão em alta reflete os ajustes para cima dos investimentos em estoques privados, equipamentos e softwares, exportações, gastos locais e estaduais e ao investimento fixo residencial que foram, parcialmente, ofuscados pela revisão em alta das exportações", comentou o departamento. Após o terceiro trimestre, os economistas acreditam que a economia norte-americana deve reduzir seu crescimento. Um grupo de economistas de destaque está prevendo que o PIB dos EUA crescerá 4,5% em 2004, acima do nível estimado inicialmente. A Associação Nacional dos Economistas Empresariais informou, ontem, que o crescimento esperado deverá levar o Federal Reserve a iniciar um processo de aumento dos juros.Gastos dos consumidores sobem 6,4%O levantamento do PIB mostrou que os gastos dos consumidores cresceram 6,4% no trimeste, em termos anualizados, abaixo do aumento de 6,6% originalmente projetado. No segundo trimestre, esses gastos cresceram 3,8%. Os desembolsos com bens duráveis - previstos para durarem três ou mais anos - aumentaram 26,5%, abaixo da alta de 26,9% anunciada originalmente. Os gastos com bens não-duráveis ampliaram em 7,6%, ante a estimativa anterior de alta de 7,9%. Os gastos das empresas cresceram 14%, o que correspondeu ao ritmo mais forte em 3 anos. A estimativa anterior era de aumento de 11,1% desses gastos. As empresas reduziram seus estoques em US$ 14,1 bilhões, após uma redução dos suprimentos de US$ 17,6 bilhões. As exportações aumentaram 11% no terceiro trimestre, enquanto as importações cresceram 1,5%. Originalmente, o departamento havia informado aumento de 9,3% das exportações e de 0,1% das importações. As informações são da Dow Jones.

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