PIB anualizado dos Estados Unidos caiu 1,0% no 1º trimestre

Foi a primeira contração no período em três anos, motivada pelo inverno rigoroso e queda nos estoques 

Reuters

29 de maio de 2014 | 09h46

WASHINGTON - A produção de bens e serviços finais (PIB, o Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos caiu 1,0% no primeiro trimestre deste ano, quando medida de maneira anualizada. Foi a primeira contração no período em três anos, motivada pelo inverno rigoroso. Há sinais, no de que a atividade se recuperou desde então.  

Foi o pior desempenho desde o primeiro trimestre de 2011. Reflete um ritmo muito mais lento de acúmulo de estoques e um déficit comercial maior do que estimado anteriormente.

"A corrida ainda não acabou para a economia. Ainda estamos esperando forte final para o ano. Os níveis de estoques serão reconstituídos, empurrando o PIB para quase 4% no segundo trimestre", disse o economista-chefe do Bank of Tokyo-Mitsubishi UFJ, em Nova York, Chris Rupkey.

O governo havia estimado anteriormente expansão do PIB à taxa de 0,1%. Não é incomum que o governo faça revisões drásticas nos números do PIB já que não tem em mãos dados completos quando faz as estimativas iniciais. O recuo na produção, que também refletiu queda no gasto empresarial em estruturas não residenciais, foi mais forte do que as expectativas de Wall Street. Economistas esperavam que a revisão mostrasse uma contração de 0,5% do PIB. A economia havia se expandido a uma taxa de 2,6% no quarto trimestre.

Os mercados financeiros dos EUA descartaram o relatório, com as ações norte-americanas abrindo em alta e o índice Standard & Poor's 500 atingindo alta recorde.

Economistas estimam que o clima severo pode ter cortado até 1,5 ponto percentual do PIB. O governo, no entanto, não deu detalhes sobre o impacto do clima. As empresas acumularam 49,0 bilhões de dólares em estoques, bem menos do que os 87,4 bilhões de dólares estimados no mês passado. Foi o menor volume em um ano e os estoques subtraíram 1,62 ponto percentual do PIB do primeiro trimestre. Mas os estoques devem ajudar o crescimento do segundo trimestre.

Embora a queda nas exportações não tenha sido tão severa como se pensava inicialmente, o crescimento das importações foi mais forte. Isso resultou em um déficit comercial que tirou 0,95 ponto percentual do PIB. Os gastos de consumidores, que respondem por mais de dois terços da atividade econômica dos Estados Unidos, cresceu à taxa de 3,1%. O número relatado anteriormente havia sido de um avanço de 3,0%. Os gastos empresariais em estruturas não residenciais, como perfuração de gás, contraiu a uma taxa de 7,5%. O número relatado anteriormente havia sido de um avanço de 0,2%. O relatório mostrou que os lucros corporativos pós-impostos caíram a uma taxa de 13,7%, a maior queda desde o quarto trimestre de 2008.

Outros dados desta quinta-feira do Departamento do Trabalho mostraram que os pedidos iniciais recuaram em 27 mil na semana encerrada em 24 de maio, para 300 mil em dados ajustados sazonalmente, mostrando fortalecimento no mercado de trabalho do país.

Tudo o que sabemos sobre:
MACROEUAPIB1TRI*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.