PIB argentino deve cair 16% em 2002, diz FMI

A Argentina deve registrar contração de 16% este ano e então avançar 1% durante 2003, previu o relatório Perspectivas Econômicas Globais do FMI, divulgado hoje. "A Argentina vive uma contração econômica de magnitude sem precedente em sua história, com perspectiva de a queda acumulada na produção em quatro anos até o fim de 2002 superar 20% - cerca de duas vezes a ocorrida durante a Grande Depressão da década de 30", disse o FMI. A implosão das importações trouxe as contas correntes para próximo do equilíbrio, mas as exportações também despencaram, atingidas pelo rompimento no balanço financeiro, observou o fundo.A inflação tem estado sob controle, amplamente refletindo as influências temporárias como contínuo congelamento dos preços dos serviços públicos, avaliou o FMI. O fundo destacou a necessidade de o governo argentino realizar mudanças em quatro frentes: concluir o plano fiscal que equilibra as necessidades de estimular a economia de acordo com a realidade de que o financiamento da dívida é limitada; desenvolvimento de um plano para reconstrução do sistema bancário; estabelecimento de uma âncora monetária para controlar a inflação; e estabelecimento da independência do Banco Central.

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