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PIB baixo reforça apostas de alta de 0,25 ponto na Selic

Há poucas horas da decisão, analistas esperam aperto moderado dos juros; atividade econômica está menos aquecida do que o imaginado

Agência Estado,

29 de maio de 2013 | 16h59

SÃO PAULO - Nos últimos dias, ganhou força entre algumas fontes do mercado a expectativa de aperto de 0,50 ponto porcentual nos juros básicos ao ano (Selic). Mas o crescimento do PIB do Brasil de apenas 0,6% no primeiro trimestre, anunciado nesta quarta-feira, 29, leva importantes bancos, há poucas horas da decisão, a bater o martelo nos 0,25 ponto.

Desde a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o Banco Central (BC) sinalizava agir com "cautela" para puxar a Selic para cima e conter a inflação - o que levou a maior parte dos analistas a apostar em 0,25 ponto porcentual de ajuste. No entanto, declarações recentes do presidente do BC, Alexandre Tombini, de atuação "tempestiva" contra a alta dos preços, dobraram as apostas de alguns para os 0,50 ponto.

A atividade econômica está menos aquecida do que se imaginava - mostra o fraco ritmo de avanço do Brasil em 2013. E a mira das consultorias agora se firma mesmo nos 0,25 ponto, dados quase como certos.

De acordo com o HSBC, aumenta a convicção em relação à "previsão de que o BC vai elevar mais uma vez a Selic em apenas 0,25 ponto porcentual".

O J.P. Morgan, que reduziu sua previsão para a expansão do PIB do Brasil neste ano de 3,0% para 2,5%, prevê também alta de 0,25 ponto nos juros básicos: "O relatório do PIB deve sustentar uma decisão mais cautelosa do Copom hoje".

Para o Bradesco, embora muitos considerem que, ao saber do PIB baixo, o Copom poderia até não mexer na Selic, não será assim. Os juros básicos, nessas condições, devem subir 0,25 ponto porcentual para que o ciclo de aperto iniciado em abril não seja interrompido.

O Banco Fator é outra instituição que reforçou nesta tarde que o Copom pende agora mais para 0,25 do que para 0,50 de remanejamento na Selic.

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