STR/AFP
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PIB chinês registra avanço anual de 6,5% no 3º trimestre

Resultado veio ligeiramente abaixo das previsões dos analistas do 'Wall Street Journal' que projetavam crescimento de 6,6%

O Estado de S.Paulo

19 de outubro de 2018 | 00h33

PEQUIM -  O Produto Interno Bruto (PIB) da China apresentou avanço de 6,5% no terceiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com dados divulgados na madrugada desta sexta-feira, 19, pelo Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês) do país. A leitura veio levemente abaixo da estimativa de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que projetavam expansão de 6,6%. O resultado mostra desaceleração do crescimento econômico chinês, tendo em vista que, na comparação anual do segundo trimestre, o PIB do país cresceu 6,7%.

Em relação ao trimestre anterior, com ajustes sazonais, a economia chinesa cresceu 1,6%, de acordo com o NBS. O resultado também mostra uma desaceleração do PIB do país asiático, já que, no segundo trimestre, houve uma expansão de 1,8% na comparação com o PIB do período entre janeiro e março. 

A atividade industrial voltou a mostrar desaceleração em setembro, com a produção ficando abaixo das estimativas dos analistas e indicando desaceleração, enquanto o avanço nos investimentos em ativos fixos e as vendas no varejo mostraram ligeira recuperação no mês passado.

Segundo os dados oficiais, a China mostrou que a produção industrial do país subiu 5,8% na comparação anual de setembro, perdendo fôlego em relação ao ganho de 6,1% de agosto e decepcionando analistas, que projetavam acréscimo de 6,0%. Na comparação com agosto, a produção industrial chinesa aumentou 0,5% no mês passado.

Já as vendas no varejo chinês tiveram expansão anual de 9,2% em setembro, maior do que a alta de 9,0% verificada em agosto e também além da projeção de analistas, que esperavam aumento de 9,1%. No confronto mensal, as vendas avançaram 0,8% em setembro.

Os investimentos em ativos fixos de áreas não rurais, por sua vez,  cresceram 5,4% entre janeiro e setembro na comparação com igual período do ano passado. O resultado ficou acima do esperado por analistas (5,3%) e mostra leve recuperação em relação aos investimentos realizados entre janeiro e agosto (5,3%), que marcou o nível mais fraco do indicador desde 1992.

Disputas comerciais não afetaram economia

O Escritório Nacional de Estatísticas afirmou que os fundamentos econômicos do país permanecem sólidos mesmo com o aumento de pressões  sobre a economia e ressaltou que as disputas comerciais com os Estados Unidos não afetaram indicadores de emprego, investimento e comércio exterior no terceiro trimestre. 

De acordo com o NBS, o ambiente externo deve criar incertezas para os esforços da China em estabilizar o crescimento, mas, mesmo assim, o órgão acredita que o país deverá alcançar a meta de expansão de 6,5% do PIB neste ano, além de manter um crescimento econômico estável em 2019. o órgão disse ainda esperar que o crescimento do investimento em infraestrutura se estabilize.

Após a divulgação dos números da economia chinesa, apresentaram ganhos.  À 0h15 (horário de Brasília), o dólar caía para 6,9362 yuans negociados em Hong Kong (offshore) e o Índice Xangai Composto subia 0,32%.  / VICTOR REZENDE COM DOW JONES NEWSWIRES

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