PIB da Alemanha cresce 0,4% no 4º trimestre

Avanço foi estimulado pelo comércio exterior, enquanto demanda interna pesou negativamente

Reuters e Agência Estado,

25 de fevereiro de 2014 | 12h22

SÃO PAULO - A Alemanha anunciou crescimento de 0,4% no quarto trimestre de 2013 em relação aos três meses anteriores, mostram os dados ajustados sazonalmente da Agência Federal de Estatísticas, anunciados nesta terça-feira, 25. O maior responsável pelo resultado foi o comércio exterior. Por outro lado, a demanda doméstica, importante ao longo do ano, acabou pesando negativamente.

Os detalhes mostraram que a demanda doméstica subtraiu 0,7 ponto porcentual do crescimento. Já o comércio exterior, que havia sido fraco durante a maior parte de 2013, acrescentou 1,1 ponto porcentual ao PIB.

A agência de estatísticas disse que a economia doméstica enviou "sinais mistos". Os investimentos em capital se recuperaram de forma significativa, grandes reduções de estoques travaram o crescimento e gastos públicos ficaram estagnados, enquanto o consumo privado caiu.

2014. A Comissão Europeia elevou levemente as previsões de crescimento para a economia da Alemanha, mas reduziu as expectativas de inflação.

A Comissão revisou a previsão de crescimento do país em 0,1 ponto tanto para 2014 como para 2015, para altas de 1,8% e 2,0%, respectivamente. Entre os destaques para a Alemanha, a Comissão prevê um fortalecimento dos investimentos em equipamentos e demanda dos consumidores.

"Para o primeiro trimestre de 2014 e além disso, os indicadores apontam para uma certa aceleração do crescimento econômico seguida pela estabilização em taxas consideravelmente robustas", disse a comissão, que também prevê um sentimento dos negócios alto e um crescimento em novas encomendas.

O emprego deve continuar a se intensificar, com a taxa de desemprego caindo de 5,3% em 2013 para 5,2% neste ano e para 5,1% em 2015.

Por outro lado, esses fatores não devem produzir um impulso nos preços. A Comissão revisou para baixo as previsões para a inflação. Segundo o órgão, os preços devem ter alta de 1,4% neste ano e em 2015, em comparação com a previsão anterior de +1,7% para este ano e +1,6% em 2015.

A comissão disse que a fraqueza na inflação está sendo influenciada pela amenização das pressões de preços de alimentos e energia, que devem ser contrabalançados em grande parte por um "aumento gradual do núcleo da inflação".

Tudo o que sabemos sobre:
UEAlemanhaPIBprevisão

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.