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PIB da China avança 7% no segundo trimestre e supera previsão

Apesar do resultado positivo, mercado acionário teve forte queda no pregão desta quarta-feira; índice CSI300 caiu 3,54% e o índice de Xangai recuou 3,02%

O Estado de S. Paulo

14 de julho de 2015 | 23h34

Texto atualizado às 12h10

O Produto Interno Bruto (PIB) da China superou expectativas no segundo trimestre e cresceu 7,0% na comparação com o mesmo período do ano anterior, anunciou o Escritório Nacional de Estatísticas do país nesta terça-feira, 14. O avanço, maior do que os 6,8% esperados, se deve a uma série de medidas de estímulo à atividade econômica implantadas pelo governo, principalmente após as fortes oscilações do mercado financeiro no país. Entretanto, o ritmo de crescimento da economia chinesa ainda é o menor em seis anos.

"A economia nacional está operando dentro da faixa adequada e os principais indicadores indicam ritmo constante, mostrando impulso moderado, mas estável de desenvolvimento", aponta o relatório da instituição.

Apesar do resultado positivo, o mercado acionário teve forte queda nesta quarta-feira. O índice CSI300 encerrou o pregão com queda de 3,54%, e o índice de Xangai recuou 3,02%. 

Estímulo. O governo está tentando levar a China a crescer num ritmo mais baixo, porém mais sustentável. A taxa de juros foi cortada quatro vezes e o compulsório dos bancos duas vezes desde novembro no país, enquanto o governo lançou projetos de estímulo econômico para impulsionar o crescimento.

As vendas no varejo cresceram 10,6% em junho, na comparação com igual período do ano anterior. Nesse caso, a previsão dos analistas era de alta de 10,2%. O investimento em ativos fixos desacelerou para uma alta de 11,4% entre janeiro e junho. A produção industrial com maior valor agregado avançou 6,3% no primeiro semestre, na comparação anual.

Os indicadores econômicos irregulares, para os padrões da China, e a volatilidade nos mercados de ações geraram a expectativa entre economistas e investidores de que o governo continuará a apoiar a demanda pela redução na taxa de juros e reduzirá o compulsório dos bancos.

O fato de o crescimento ficar exatamente na meta oficial para o ano pode também reforçar as dúvidas sobre a confiabilidade dos dados da China, diante de discrepâncias entre os números de crescimento regional e nacional e, em alguns momentos, da falta de transparência. (Com informações da Dow Jones Newswires e Reuters).


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