PIB da China deve crescer mais de 8% no próximo ano, diz pesquisador

Incluindo China e Índia, a OCDE projeta alta de 7,4% do PIB da Ásia emergente até 2017, pouco menos do que nos anos anteriores à crise

Paula Moura, da Agência Estado,

18 de novembro de 2012 | 11h06

CINGAPURA/PEQUIM - O Produto Interno Bruto (PIB) da China deve ultrapassar 8% no próximo ano devido à melhora do ambiente externo e do aumento do crescimento doméstico, disse Lu Zhongyuan, vice-diretor do Centro de Pesquisa de Desenvolvimento do Conselho de Estado neste domingo.

Nos primeiros três trimestres deste ano, o PIB da China aumentou 7,7% em relação ao ano passado, uma desaceleração substancial ante os 9,3% registrados em 2011. No entanto, dados de setembro e outubro, que incluem exportações e produção industrial, mostraram melhora significativa.

Lu disse que a tendência de médio a longo prazo será de desacelaração do crescimento e prevê uma taxa média de crescimento de 7% no período que abrange o 13º plano quinquenal, de 2016 a 2020.

Uma alta taxa de poupança e o dividendo demográfico do país, que tem sido os principais motores da economia, vão diminuir gradualmente neste período, acrescentou, o que torna mais urgentes as reformas estruturais para aumentar a renda familiar.

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) projetou em relatório divulgado neste domingo, 18, que o país deve crescer mais de 8% nos próximos cinco anos. As informações são da Dow Jones.

Emergentes

A demanda doméstica firme deve manter o ritmo do crescimento das economias do Sudeste Asiático quase no nível de antes da última crise financeira global nos próximos cinco anos, segundo relatório da OCDE. No entanto, o órgão alertou que os governos da região vão precisar fortalecer suas receitas e lidar com o desafio dos fluxos voláteis de capital.

Incluindo China e Índia, a OCDE projeta um aumento de 7,4% do PIB da Ásia emergente até 2017, pouco menos do que nos anos anteriores à crise financeira. A economia chinesa deve continuar a crescer mais de 8%, apesar da desaceleração da demanda por exportações e da expansão da força de trabalho, além da redução dos lucros com produtividade. Segundo o órgão, a Indonésia deve crescer 6,3% de 2013 a 2017, devido a reformas econômicas e investimento em infraestrutura.

"A crise financeira global ressaltou a necessidade das economias asiáticas repensarem seus modelos de crescimento do passado", disse a OCDE em sua perspectiva para Sudeste Asiático, China e Índia. "O aumento da demanda doméstica, principalmente do consumo e investimento privado, vão continuar como principais motores do crescimento na maioria dos casos. O crescimento dependerá menos no saldo líquido de exportações do que no passado."

O crescimento da classe média no Sudeste Asiático terá efeitos profundos nessas sociedades, levando à ampliação de serviços financeiros e estatais e forçando governos a melhorar as redes de segurança social, informou o relatório.

A alta taxa de poupança em Cingapura, Malásia, Filipinas e Tailândia deve ocasionar um crescimento robusto, mas esses países podem cair na "armadilha da renda média" ao encontrarem mais dificuldade em manter os ganhos rápidos de produtividade dos últimos anos. Já Camboja e Vietnã podem sofrer com a diminuição da demanda do Ocidente por suas exportações do setor têxtil.

Os déficits fiscais devem cair na maioria dos países, melhorando a relação dívida pública/PIB, mas será necessário fortalecer as bases de receita e tornar a arrecadação de impostos mais eficiente, segundo a OCDE.

A organização também citou as dificuldades enfrentadas especialmente por Camboja, Laos e Vietnã devido à ampla dolarização de suas economias, que reduz a habilidade dos governos de influenciarem suas economias por meio de políticas monetárias e cambiais.

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