Rolex Dela Pena/EFE
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PIB da China tem expansão anual de 6,7% no 3º trimestre

Últimos resultados da economia mantêm o país na trajetória para cumprir a meta oficial de expansão de pelo menos 6,5% em 2016

Dow Jones Newswires

19 de outubro de 2016 | 07h29

PEQUIM - O Produto Interno Bruto (PIB) da China teve expansão anual de 6,7% no terceiro trimestre, segundo dados publicados nesta quarta-feira, 19, pelo Escritório Nacional de Estatísticas do país. O resultado veio em linha com a expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal e manteve o mesmo ritmo de crescimento do segundo trimestre.

Na comparação com o segundo trimestre, o PIB chinês avançou 1,8% entre julho e setembro, considerando-se ajustes sazonais. Entre abril e junho, a segunda maior economia do mundo também havia expandido 1,8% ante o primeiro trimestre.

Entre janeiro e setembro, o PIB da China registrou crescimento de 6,7% ante igual período do ano passado.

Os últimos resultados do PIB mantêm a China na trajetória para cumprir a meta oficial de expansão de pelo menos 6,5% em 2016, embora o ritmo de crescimento dos dois últimos trimestres tenha sido o mais fraco desde os primeiros três meses de 2009, auge da crise financeira mundial.

Indústria. A produção industrial da China cresceu 6,1% em setembro ante igual mês do ano passado, mostrando desaceleração ante o acréscimo anual de 6,3% observado em agosto. O resultado veio abaixo da expectativa de 16 analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam aumento de 6,4% na produção.

Na comparação mensal, a produção industrial chinesa avançou 0,47% em setembro, após registrar expansão de 0,53% em agosto.

Já as vendas no varejo chinês tiveram ganho anual de 10,7% em setembro, após crescerem em ritmo um pouco mais lento em agosto, de 10,6%. Neste caso, o desempenho do varejo em setembro veio em linha com a previsão do mercado.

Os investimentos em ativos fixos urbanos na China, por sua vez, apresentaram expansão anual de 8,2% entre janeiro e setembro, também como previam os analistas.

Riscos. Os esforços do governo chinês para deter a desaceleração da economia, com incentivos à expansão de crédito e gastos fiscais, parece ter funcionado. Agora, a China terá que lidar com um mercado imobiliário quente, capacidade industrial inchada e um grande montante de dívidas corporativas. 

Para Julian Evans-Pritchard, do Capital Economics, "a recente recuperação é, em última análise, um dado que tem sido impulsionado pelos incentivos ao crédito e pelo boom do mercado imobiliário" e alerta que, "à medida que o impulso de estímulos de política econômica começa a se desgastar, em algum momento, no início de 2017, a economia deverá abrandar novamente".

De acordo com Liu Xuezhi, do Bank of Communications, "agora que o governo está lançando medidas de controle de propriedade, a economia tende enfrentar uma desaceleração, com a queda no investimento imobiliário prevista para 2017".

Raymond Yeung, do Banking Group da Austrália e da Nova Zelândia, acredita que o governo chinês irá atingir a meta de crescimento, entre 6,5% e 7,0% em 2016. Já Bill Adams, do PNC Financial Services Group, afirma que o rápido crescimento do país foi financiado por um déficit fiscal altamente expansionista. O economista também diz que, com a intensificação do estímulo fiscal, o incentivo ao crédito está caindo.  (COM INFORMAÇÕES DE VICTOR REZENDE, DA AGÊNCIA ESTADO)

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