Carlos Garcia Rawlings/Reuters
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ESG

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PIB da China tem queda de 6,8% no 1º trimestre com impacto do coronavírus

É a primeira vez desde 1992 que a economia do país teve recuo; em relação ao trimestre anterior, o PIB ficou 9,8% menor no período entre janeiro e março de 2020

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de abril de 2020 | 02h00

PEQUIM - A economia da China se contraiu pela primeira vez desde pelo menos 1992 no primeiro trimestre, quando a pandemia do coronavírus fechou fábricas e manteve milhões de pessoas confinadas em seus lares.    

O Produto Interno Bruto (PIB) caiu 6,8% no primeiro trimestre em relação a igual período de 2019, comparado com um crescimento de 6,0% no quarto trimestre de 2019, informou nesta sexta-feira, 17, o Escritório Nacional de Estatísticas (NBS) chinês.    

O resultado veio melhor do que a mediana das projeções coletadas pelo Wall Street Journal junto a economistas, de contração de 8,3%. Na margem, em relação ao trimestre anterior, a economia ficou 9,8% menor no período entre janeiro e março de 2020.

Sem dar maiores detalhes, o NBS também disse que novas medidas para conter os impactos da pandemia, ainda serão reveladas.

Indicadores econômicos

Os indicadores econômicos da China continuaram a se enfraquecer em março, ainda que a um ritmo menos acentuado que nos primeiros dois meses do ano, à medida que Pequim enfrentou dificuldades para reavivar a segunda maior economia do mundo.

A produção industrial chinesa caiu 1,1% no primeiro trimestre em comparação com igual período no ano passado, após um declínio de 13,5% no período englobando janeiro e fevereiro, informou nesta sexta o NBS. Economistas consultados pelo Wall Street Journal previam uma queda de 7,5%.

O investimento em ativos fixos no primeiro trimestre recuou 16,1%, comparado com uma perda de 24,5% no período que abrange janeiro e fevereiro e em linha com as projeções.

Contando apenas o mês de março, as vendas no varejo sofreram uma queda de 15,8% ma comparação anual, após uma baixa de 20,5% nos primeiros dois meses do ano. O resultado ficou acima da previsão, que era de recuo de 8,0% em março.

O NBS também informou que a taxa de desemprego urbana ficou em 5,9% no fim de março, melhorando da taxa de 6,2% de fevereiro./DOW JONES NEWSWIRES

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