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PIB de 1,8% é limite para média da gestão Dilma ficar em 2%

Uma alta de 1,8% do PIB neste ano, como agora prevê oficialmente o governo federal, é considerada em Brasília um "piso" para o crescimento e deve ser mantida no Orçamento até as eleições presidenciais. A ideia de "piso" não parte de análise econômica, já que mesmo integrantes da equipe econômica avaliam que o resultado pode ficar abaixo desse patamar. O piso é político: uma alta de 1,8% é o mínimo possível a fim de garantir que a média de crescimento econômico da gestão Dilma Rousseff seja de 2% ao ano.

João Villaverde, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2014 | 02h02

Em tempos de campanha eleitoral, não é um dado desprezível. Qualquer avanço do PIB inferior a 1,8% em 2014 levará a média do governo Dilma para menos de 2%, a barreira psicológica imposta pelo governo. O melhor ano de Dilma, do ponto de vista de crescimento, foi o primeiro, em 2011, quando o PIB cresceu 2,7%. Em 2012, o avanço foi de 1% e em 2013, expansão de 2,5%. Para 2014, o mercado já estima menos de 1%, enquanto o BC prevê 1,6%. A previsão de 1,8% do governo é otimista, mas mantém a média em 2%.

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