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PIB de 2001 ficou em R$ 1,18 trilhão, informa IBGE

O Produto Interno Bruto (PIB), a preços de mercado, alcançou R$ 1,184 trilhão em 2001, sendo R$ 1,050 trilhão referente ao valor adicionado a preços básicos e R$ 133,8 bilhões aos impostos sobre produtos. Segundo o IBGE, entre os componentes da demanda, o consumo das famílias totalizou R$ 712,3 bilhões, seguido pelo consumo do governo (R$ 236,2 bilhões) e pela formação bruta de capital fixo (investimentos, com R$ 230,1 bilhões).A variação de estoques atingiu R$ 18,3 bilhões e a balança de bens e serviços ficou deficitária em R$ 12,279 bilhões. O IBGE não fez qualquer revisão dos dados divulgados anteriormente referentes ao PIB de 2001. Segundo o gerente das contas trimestrais do Instituto, Roberto Olinto, ainda é possível que ocorra uma revisão dos números como é habitual, na próxima divulgação de PIB, prevista para o final de maio e que será referente ao primeiro trimestre de 2002. O crescimento de 1,5% no PIB do ano passado foi puxado, especialmente, sob a ótica da demanda, pelas exportações, o consumo do governo e a formação bruta de capital fixo (investimentos). O consumo das famílias, que tem o maior peso (60,13%) no cálculo do PIB, ficou estagnado e contribuiu para puxar o indicador para baixo.O IBGE já havia divulgado os resultados sob a ótica da produção (agropecuária, indústria e serviços) e hoje detalhou o desempenho da economia brasileira sob demanda. O instituto ampliou, desde novembro do ano passado, o prazo de captação de dados de empresas para o cálculo do PIB, com o objetivo de aumentar a precisão das informações divulgadas e evitar revisões drásticas posteriores.Olinto disse ainda que a divulgação anterior do PIB trimestral ocorria 45 dias após o final de cada trimestre e agora foi ampliada para 60 dias. Desse modo, segundo ele, é possível receber um maior volume de dados fechados das empresas, o que ?diminui uma série de variáveis nas revisões?. Ele lembrou, entretanto, que o dado do PIB só pode ser considerado final, sem possível revisão, três anos após cada divulgação.O gerente das contas trimestrais do Instituto destacou o ?movimento extraordinariamente forte de reversão?, que ocorreu no PIB entre o primeiro semestre (aumento de 3,17%) e o segundo semestre (queda de 0,09%) do ano passado. O consumo das famílias passou de uma expansão de 3,53% no primeiro semestre para queda de 3,27% no segundo, fechando o ano com crescimento zero, ante aumento de 3,75% em 2000.O consumo do governo passou de 2,25% para 1,52%, fechando o ano com crescimento de 1,88% (1,27% em 2000). A formação bruta de capital fixo teve queda abrupta de 6,77% para -2,95%, mas ainda fechou o ano com aumento de 1,75% (4,48% no ano anterior). As exportações tiveram alta de 14,79% no primeiro semestre e 9,63% no segundo, com expansão de 12,08% em 2001 ante 11,36% em 2000.As importações, por outro lado, aumentaram 14,8% no primeiro semestre, caíram 10,95% no segundo e fecharam o ano com expansão bem menor (0,66%) do que a registrada no ano anterior (12,42%).

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