PIB de 2007 teve crescimento entre 5,2% e 5,3%, diz Mantega

Ministro antecipa resultado e ressalta bom desempenho que registrado na produção de bens de capital

Agência Estado e Reuters,

07 de março de 2008 | 09h42

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, adiantou na manhã desta sexta-feira, 7, o que considera como prováveis resultados do PIB de 2007, que serão divulgados oficialmente pelo IBGE na próxima quarta-feira. Em palestra na reunião do Instituto Internacional de Finanças (IIF), Mantega disse que o crescimento do PIB no ano passado foi em torno de 5,2% a 5,3%. "Teremos o resultado na próxima semana, mas já sabemos que foi acima de 5%".  Veja também: Entenda a crise nos Estados Unidos   Crise nos EUA ainda não chegou a Copacabana, diz Mantega Fed aumenta linha de socorro a bancos para US$ 100 biEUA fecharam 63 mil vagas de trabalho em fevereiroLivro Bege confirma desaceleração nos EUATemor dos EUA derruba bolsas na Ásia; Europa opera em queda ESPECIAL: Preço do petróleo em altaEvolução do preço do dólar Bovespa cai forte e encerra abaixo de 63 mil pontos   Segundo Mantega, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que sinaliza os investimentos, deve ter fechado 2007 com crescimento de 13%, "o que significa que a oferta vai se expandir no Brasil".  O ministro citou, em vários momentos de sua apresentação, o bom desempenho que vem sendo registrado na produção de bens de capital e nas importações de máquinas e equipamentos e afirmou que "este ano teremos um crescimento maior da produção industrial, acima de 6%". A indústria brasileira cresceu 6% em 2007, segundo já divulgou o IBGE.  Em entrevista após a palestra, o ministro disse que mantém a projeção de expansão de 5% para o PIB em 2008. Indagado se a projeção não seria modesta, de acordo com sua previsão para a expansão da indústria, Mantega afirmou: "preferimos ser mais modestos na saída e depois podermos ser surpreendidos com o resultado melhor." Inflação O Brasil é o país emergente com menor inflação, disse Mantega. De acordo com ele, se não houvesse a elevação dos preços agrícolas no mundo, a inflação brasileira em 2007, que foi de 4,46%, teria sido ainda menor. Ele lembrou que o centro da meta é de 4,5%. Também mostrou um quadro indicando que a expectativa do mercado financeiro para a inflação de 2008 é de 4,41%. O ministro citou explicitamente a China, a Índia, a Rússia e o Chile na comparação de países emergentes que estão com inflação mais alta que o Brasil. Mesmo assim, disse ele, a taxa de juros real no Brasil no longo prazo está caindo. Ele comentou também que a economia está crescendo com responsabilidade fiscal, com redução da dívida líquida do setor público e do déficit da Previdência Social.  O ministro afirmou ainda que o Brasil é o país com maior free float de ações entre os mercados emergentes. Mantega comentou que isso significa que o País é o que tem mais ações em poder do mercado e não nas mãos dos controladores das empresas. "O mercado acionário vai muito bem. Estamos mobilizando R$ 6 bilhões por dia", disse ele. Déficit nominal zero Mantega afirmou que o déficit nominal zero será alcançado no País até o final do segundo mandato do governo Lula. O ministro observou que em janeiro houve "um superávit bastante confortável", mas como haverá aumento de gastos no decorrer do ano, o fechamento de 2008 mostrará déficit nominal que será de 1,5% do PIB.  (Com Jacqueline Farid e Adriana Chiarini, da Agência Estado)

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