PIB de 2009 melhora de -0,15% para estabilidade, aponta Focus

É a primeira vez, desde 27 de março, que a previsão dos analistas não apresenta sinal negativo neste ano

AE, Agencia Estado

21 de setembro de 2009 | 09h06

O mercado financeiro melhorou pela terceira semana seguida a estimativa para o comportamento do PIB em 2009. Na pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira, 21, pelo Banco Central, a mediana das previsões passou de -0,15% para a estabilidade (0,00%). Essa é a primeira vez, desde 27 de março, que a previsão dos analistas para o PIB deste ano não apresenta sinal negativo. A pesquisa divulgada foi a segunda realizada pelo BC após a divulgação dos dados do PIB do segundo trimestre, que aconteceu em 11 de setembro e mostrou expansão de 1,9% ante o primeiro trimestre e retração de 1,2% ante o segundo trimestre do ano passado.

 

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Há um mês, a estimativa na Focus para o PIB em 2009 era de retração de 0,30% para a economia.

 

Também melhorou a previsão para o PIB em 2010, que aumentou de 4,00% para 4,20%. Há quatro semanas, a estimativa era de 4%.

 

Analistas também melhoraram o cenário para produção industrial em 2009. A mediana das expectativas para a atividade do setor passou de -7,28% para -7,25%. Apesar dessa melhora, a estimativa atual ainda é pior do que a observada um mês atrás, quando o mercado previa que a produção industrial cairia 7,05%.

 

Para 2010, foi mantida a previsão de retomada da atividade industrial, com crescimento da produção de 6,00%. Quatro pesquisas antes, essa estimativa era de expansão de 5,05%.

Juros e inflação

A pesquisa Focus manteve a previsão de que a taxa básica de juros (Selic) deve terminar o ano nos atuais 8,75% ao ano. Para o fim de 2010, a projeção também continuou a mesma, de 9,25% ao ano.

O mercado financeiro aumentou a expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2009, de 4,30% para 4,31%. Há um mês, a projeção para o índice de inflação estava em 4,32%. Mesmo com o aumento, a previsão dos analistas ficou dentro da meta de inflação para este ano, que é de 4,50%. Na mesma pesquisa, a estimativa para o IPCA em 2010 caiu de 4,35% para 4,30%, abaixo do centro da meta, que também é de 4,50% no ano que vem.

A estimativa para a inflação de curto prazo subiu. Para setembro, a previsão para o IPCA foi reduzida de 0,24% para 0,25%. Para outubro, a estimativa de IPCA manteve-se em 0,30%.

Câmbio e contas externas

Analistas reduziram a previsão para o patamar do dólar no fim do ano. O nível da moeda norte-americana no fim de 2009 caiu de R$ 1,81 para R$ 1,80. A previsão para o fim de 2010 passou de R$ 1,85 para R$ 1,80. A previsão de câmbio médio no decorrer de 2009 manteve-se em R$ 2,01.

O mercado financeiro também manteve as previsões para o déficit nas contas externas em 2009. A previsão para o déficit em conta corrente neste ano permaneceu em US$ 15 bilhões. Para 2010, a previsão de déficit em conta corrente do balanço de pagamentos manteve-se em US$ 22,8 bilhões.

A previsão de superávit comercial em 2009 permaneceu em US$ 25 bilhões. Para 2010, a estimativa para o saldo da balança comercial manteve-se em US$ 18 bilhões.

Analistas também mantiveram a estimativa de ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2009, de US$ 25 bilhões. Para 2010, a estimativa de IED permaneceu em US$ 30 bilhões.

 

Conta corrente

 

O mercado financeiro manteve a previsão de déficit em conta corrente para 2009. De acordo com a pesquisa, a estimativa de saldo negativo seguiu em US$ 15 bilhões. Há quatro semanas, o mercado esperava déficit de US$ 14,55 bilhões. Para 2010, a previsão de déficit não foi alterada e seguiu em US$ 22,8 bilhões. Quatro semanas antes, a estimativa estava em US$ 22 bilhões.

 

A previsão de superávit comercial em 2009 manteve-se em US$ 25 bilhões, ante expectativa de US$ 23,7 bilhões registrada quatro pesquisas atrás. A estimativa de saldo comercial para 2010 seguiu em US$ 18 bilhões pela sexta semana consecutiva. Já a mediana das expectativas para a entrada de Investimento

Estrangeiro Direto (IED) em 2009 seguiu em US$ 25 bilhões pela 12ª semana consecutiva. Para 2010, a estimativa permaneceu em US$ 30 bilhões pela quinta pesquisa seguida.

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