EFE/Laurent Gillieron
EFE/Laurent Gillieron

Moody's ainda não decidiu se vai rebaixar nota de crédito do Brasil, diz Meirelles

Meirelles ainda disse que não se sente frustrado em relação aos rebaixamentos de S&P e Fitch

Karla Spotorno e Thaís Barcellos, O Estado de S.Paulo

01 Março 2018 | 08h53

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que a Moody's ainda não decidiu sobre a situação da nota de crédito do Brasil ao ser questionado em entrevista à Rádio Eldorado se já tinha informações sobre um possível rebaixamento pela agência depois das decisões de downgrade da S&P e da Fitch.

Meirelles ainda disse que não se sente frustrado em relação aos dois rebaixamentos já realizados, pois, segundo ele, as agências responderam à questão da reforma da Previdência, que é essencial e ainda não foi aprovada, e também há certa incerteza sobre a vontade do novo presidente em seguir com a votação da reforma.

"Mas eu tenho experiência com as agências e é completamente normal. Tenho certeza que a reforma da Previdência será aprovada e que o novo presidente seguirá com as reformas. Depois, certamente as agências vão voltar a elevar o rating e poderemos ter de volta o investment grade", disse

PIB. Na mesma entrevista, Meirelles afirmara que o Produto Interno Bruto (PIB) em 2017, deveria crescer em torno de 1%, mostrando crescimento significativa da atividade econômica. Às 9h, o IBGE confirmou a projeção do ministro: o PIB cresceu 1% em 2017, após dois anos seguidos de queda.

"Nossa projeção é de um crescimento ao redor de 1%. Um número desses é extremamente positivo levando em conta a queda de 3,6% em 2016. Ou seja, o fato de [a economia] voltar a crescer, significa uma recuperação muito forte ao longo do ano", disse, em entrevista à Rádio Eldorado. Meirelles repetiu que a projeção da Fazenda é de 3% para 2018.

Em relação à alta da taxa de desemprego no trimestre até janeiro, na comparação com o período até dezembro, Meirelles ponderou que o mais importante no dado do IBGE é levar em consideração o número de ocupados. "É importante mencionar que o dado mais relevante é o número de pessoas ocupadas, que aumentou bastante", afirmou.

A taxa de desocupação ficou estável, segundo o ministro, porque, concomitantemente ao crescimento da ocupação, mais pessoas procuraram um posto de trabalho ao ver a retomada da atividade. "Por isso, a taxa de desemprego ficou estável", afirmou Meirelles, acrescentando que "é positivo que as pessoas estejam agora encorajadas a procurar emprego". 

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