PIB deve crescer 1% no primeiro trimestre, diz diretor do Ipea

Na avaliação de Paulo Levy, diretor do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), órgão subordinado ao Ministério do Planejamento, a economia brasileira já mostrou recuperação nos últimos meses de 2003, apesar do índice negativo se tomado o ano como um todo - uma queda muito forte no primeiro semestre, com uma recuperação também forte no segundo. De qualquer forma, ele prevê que 2004 será mais positivo, com o PIB crescendo entre 0,8% a 1% no primeiro trimestre, e deslanchando nos meses sucessivos, desde que os juros se mantenham um patamar razoável, conforme disse em entrevista ao programa Conta Corrente, da Globo News.O diretor do Ipea lembrou, porém, que pelas projeções do mercado, a tendência é de juros declinantes. "Acho que os próprios juros futuros sinalizam para uma expectativa de queda, com uma taxa acumulada anual de 15,3%, 15,7%, o que significa que lá na frente a taxa já está em 14%." Para ele, a parada decidida pelo Banco Central na trajetória de queda da taxa Selic foi claramente técnica, destinada a uma melhor observação da conjuntura. "Acho que os sinais que estão surgindo são de inflação em queda", acentuou.Superávit variávelLevy considerou positiva a decisão anunciada ontem pelo ministro da Fazenda, Antonio Palocci, de adotar uma política de superávit primário variável, com o percentual crescendo ou diminuindo de acordo com o PIB. Para ele, contudo, tudo vai depender da credibilidade do governo em assegurar que, quando a economia crescer mais, maior será o superávit primário, e quando ocorrer o contrário, ele será menor. "Nós temos um problema de dívida que é sério, já que ela é muito alta em relação ao PIB. Temos de persistir, como tendência, em adotar superávits primários elevados para a relação dívida-PIB cair.?

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