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PIB do 2º trimestre fica em R$ 508,7 bilhões

O Produto Interno Bruto (PIB), que representa o total de riquezas produzido num determinado período num país, do segundo trimestre no Brasil foi de R$ 508,7 bilhões, segundo divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mês passado, o instituto havia divulgado o crescimento do PIB no período - de 0,5% -, que frustrou o mercado e ficou no piso das expectativas apuradas pelo AE-Projeções, que variavam de 0,5% a 1%.Com a divulgação deste número em agosto, o mercado reduziu suas projeções para o PIB de 2006, a exemplo do Banco Central, que reduziu a previsão nesta quinta de 4% para 3,5%, segundo o relatório trimestral de inflação da instituição. A meta do governo para o ano é de 4% de crescimento.No acumulado do primeiro semestre, o PIB totaliza R$ 987,1 bilhões. Segundo o IBGE, o consumo das famílias puxou o PIB do segundo trimestre, tanto na comparação com o primeiro trimestre, quando cresceu 1,2%, quanto em relação a igual período do ano passado (4%).A taxa de investimento em relação ao PIB no segundo trimestre foi de 20,1% maior do que o resultado de 19,9% obtido no mesmo período do ano passado. A taxa é também a maior para um segundo trimestre apurada desde 1997, quando chegou a 20,4%. Os técnicos do IBGE explicam que taxas de investimento só devem ser comparadas com iguais trimestres de anos anteriores, já que não há ajuste sazonal nessa série.No primeiro semestre de 2006, a taxa de investimento ficou em 20,5%. A taxa foi maior do que a apurada no primeiro semestre de 2005 (19,9%).A economista Maria Laura Muanis da coordenação de Contas Nacionais, disse que o aumento da taxa de investimento ocorreu por causa da queda da taxa básica de juros, a Selic (atualmente em 14,25%), e do crescimento do crédito disponível para pessoas jurídicas. Além disso, segundo ela, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) cresceu acima do PIB no primeiro semestre, o que também puxa a taxa para cima.A taxa de poupança em relação ao PIB foi de 23,2% no segundo trimestre, inferior aos 23,9% do mesmo período do ano passado. Ainda segundo o IBGE, no primeiro semestre de 2006 a taxa de poupança ficou em 22,7%, menor do que a taxa de 23,2% apurada no mesmo período de 2005. Segundo Maria Laura, a redução ocorreu por causa do aumento das despesas de consumo final no período, que reduzem os recursos disponíveis para poupança. AgropecuáriaO único setor a apresentar queda no PIB em valores correntes (em R$) no primeiro semestre deste ano foi a agropecuária, cujo PIB em reais caiu de R$ 76,9 bilhões no primeiro semestre de 2005 para R$ 72,9 bilhões em igual período deste ano.Maria Laura explicou que, como o PIB em valores correntes é calculado a partir da variação em volume e dos preços de cada setor pesquisado, a agropecuária, com fraco desempenho nos dois quesitos, acabou com queda no PIB em reais.Em volume, segundo o IBGE divulgou há um mês, o PIB da agropecuária cresceu apenas 0,3% no primeiro semestre deste ano ante igual período do ano anterior, em expansão bem inferior à apresentada pelo PIB do País, de 2,2% no período.Além disso, segundo Maria Laura, a valorização do real e a recente crise do setor agrícola afetaram os preços da agropecuária, ajudando a piorar o desempenho em valores correntes. FinanciamentoA capacidade de financiamento (equivalente ao saldo em conta corrente) do País foi de R$ 3,1 bilhões no segundo trimestre deste ano, inferior aos R$ 5,9 bilhões registrados em igual período do ano passado, segundo mostram dados divulgados nesta quinta pelo IBGE.A economista Claudia Dionisio, da coordenação de contas nacionais, explicou que a redução na capacidade é resultado especialmente do recuo do saldo externo de bens e serviços no período. Segundo ela, é necessário comparar trimestres iguais porque a série não tem ajuste sazonal.No segundo trimestre de 2006 o saldo externo de bens e serviços foi de US$ 16,6 bilhões, inferior aos US$ 20,9 bilhões do segundo trimestre do ano passado.Em segundos trimestres, o Brasil vem registrando capacidade de financiamento desde 2003, por causa da melhoria do saldo externo a partir daquele ano. Antes, o País apresentava sucessivas necessidades de financiamento (equivalentes ao déficit em conta corrente). Matéria alterada às 13h45 para acréscimo de informações

Agencia Estado,

28 de setembro de 2006 | 11h30

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