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PIB do 3º tri não muda pessimismo com o futuro, diz Itaú

Para economista do banco, desaceleração que começa no 4º trimestre vai até a segunda metade de 2009

Giuliana Vallone, do estadao.com.br,

09 de dezembro de 2008 | 17h49

Apesar do bom resultado do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre, o cenário atual no País é de desaceleração, segundo o economista do banco Itaú Aurélio Bicalho. Ele prevê que a economia brasileira já deve registrar variação negativa no quarto trimestre deste ano, atingida pelas conseqüências da crise financeira mundial.   Veja também: PIB cresce 6,8% no 3º tri e acumula expansão de 6,4% em 2008 'Rezam para que a crise pegue o Brasil para o Lula se lascar' A medida do crescimento do País Desemprego, a terceira fase da crise financeira global Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise    "A gente pode ter uma variação até um pouquinho negativa, pelo que vinham indicando os dados já divulgados no 4º trimestre", afirmou Bicalho, que prevê que a variação nos últimos três meses do ano pode ficar negativa em 0,2%.   O resultado, segundo ele, será afetado por fatores como a desaceleração do setor automobilístico, a deterioração da confiança do consumidor e de empresários - o que afeta diretamente o consumo e os investimentos no País - e a queda nas exportações, em decorrência da desaceleração da economia mundial.   "Esses canais de menor crescimento das exportações, queda nas commodities e piora na confiança, devem continuar atuando de maneira negativa no crescimento, tanto no 4º trimestre quanto nos primeiros trimestres de 2009", disse o economista. Por causa disso, a perspectiva para o PIB do próximo ano é de uma expansão perto de 2%, muito menor do que a que deve ser registrada neste ano, entre 5,6% e 6%.   Dentro desse cenário, os investimentos - que bateram novo recorde no terceiro trimestre - devem desacelerar. Isso deve aparecer, de acordo com Bicalho, nos dados da produção industrial, com a redução do crescimento da produção de bens de capital. "A piora substancial nas expectativas dos empresários está bastante correlacionada às decisões de investimentos", disse.   Outro agravante para reduzir o ritmo de crescimento do investimento é a desvalorização da taxa de câmbio, que encarece as máquinas e equipamentos importados. Esses fatores devem levar a uma redução no crescimento das importações, junto com a redução na liquidez internacional e principalmente a incerteza em relação ao futuro da economia.   Desemprego   A desaceleração na economia neste período também vai afetar o emprego no País. Segundo Bicalho, a tendência é que o desemprego comece a registrar alta no início de 2009. "Esse aumento no desemprego deve começar principalmente nos setores ligados a investimentos e bens de consumo duráveis, e depois pegar outros setores da economia, como comércio e serviços. Mas deve principalmente começar pela indústria", disse.   O quadro econômico do País deve melhorar a partir do segundo semestre do ano que vem, com o terceiro e quarto trimestres de 2009 registrando taxas de crescimento um pouco mais elevadas. "Mas isso depende bastante da evolução do quadro lá fora. Se a economia mundial começar a se recuperar a partir de meados do ano que vem, a economia brasileira deve seguir essa mesma onda de recuperação."

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