Fábio Motta/Estadão
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PIB do Brasil deve ter 2º menor crescimento entre grandes emergentes

De acordo com a Unctad, da ONU, atividade econômica nacional deve avançar 1,3% em 2014, à frente só do desempenho da Rússia

Fernando Nakagawa, Agência Estado

10 de setembro de 2014 | 14h22


LONDRES - O relatório anual de comércio e desenvolvido da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad) prevê para o Brasil crescimento econômico da ordem de 1,3% em 2014. A estimativa é muito superior à média de projeções do mercado financeiro. Mesmo bem acima das expectativa dos agentes internos de mercado, a previsão da entidade para o Brasil é a segunda menos otimista entre as grandes economias emergentes. O País está à frente apenas da Rússia.

O relatório divulgado nesta tarde projeta que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deverá crescer 1,3% em 2014. Entre as grandes economias em desenvolvimento, essa é a segunda pior estimativa da entidade. O Brasil deve ficar apenas à frente da Rússia, cuja previsão de expansão é de 0,5%. O mercado financeiro, porém, já trabalha com expectativa de que o PIB brasileiro deve crescer apenas 0,48%, segundo a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central na segunda-feira.

No documento, a Unctad destaca que o fraco ritmo da economia do Brasil, Argentina e México deverão fazer com que a América Latina perca velocidade este ano. "A América Latina desacelera e reflete desempenho da Argentina, Brasil e México. A demanda doméstica perdeu o ápice e choques externos também afetaram", diz o documento divulgado esta tarde. Para o conjunto latino-americano, prevê expansão do PIB de 1,9% este ano, menos que os 2,6% registrados em 2013. A outra grande economia da região, o México, deve crescer 2%.

Ainda sobre a região, o documento destaca a situação mais delicada da gestão da dívida argentina. Em meio à polêmica jurídica com parte dos credores da dívida - os chamados holdouts, a Unctad reconhece o problema afeta a economia do país vizinho. Apesar disso, o texto diz que os "fundamentos econômicos evitarão que a dívida argentina se transforme em crise regional".

Entre as demais regiões emergentes do planeta, a Ásia deve crescer 5,5% este ano, liderada pela China que deve terminar com expansão de 7,5%. A economia chinesa, explica a Unctad, continua tentando aumentar o peso do consumo privado e público no crescimento do país que é grande exportador de bens de consumo. Na Índia, é esperada expansão de 5,5% liderada pelo consumo interno e exportações. O investimento, porém, não reagiu.

Por fim, o documento diz que os países do entorno da Rússia deverão ser prejudicados pela desaceleração da economia russa que sofre com a estagnação do consumo e do investimento. O quadro negativo é gerado pela instabilidade financeira e a saída de fluxos financeiros em meio à crise geopolítica, diz a Unctad. 

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