PIB do México cai 8,2%, a maior queda desde 1995

O Produto Interno Bruto (PIB) do México caiu 8,2% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado e encolheu 5,88% ante o quarto trimestre de 2008, em termos sazonalmente ajustados, de acordo com o Instituto Nacional de Estatísticas (Inegi). A queda anual foi a maior desde o segundo trimestre de 1995, quando a economia mexicana contraiu 9,2%, e superou a estimativa de dez economistas consultados pela Dow Jones, de retração de 7,8%.

ANA CONCEIÇÃO, Agencia Estado

20 de maio de 2009 | 17h31

A produção industrial do primeiro trimestre diminuiu 9,9%, liderada por uma retração de 13,8% no segmento de manufatura. A indústria mexicana foi o primeiro setor a entrar em recessão, com oito meses consecutivos de contração até março. O setor de serviços teve retração de 7,8% no primeiro trimestre, puxado por uma queda de 17,2% no comércio. A exceção no PIB foi a produção agrícola, que cresceu 1,4% ante o primeiro trimestre de 2008, por conta do aumento da área plantada no país.

No segundo trimestre, o PIB mexicano também deverá ser fortemente negativo por conta do impacto da gripe suína em vários setores da economia. O banco central do país prevê que a economia do México irá contrair entre 4,3% e 5,3% neste ano. A gripe suína contribuirá com 0,5 ponto porcentual nesse declínio. Já o ministro das Finanças, Agustin Carstens, afirmou à imprensa local nesta quarta-feira que espera queda de 5,5% no PIB de 2009, ante recuo de 4,1% estimado anteriormente. As informações são da Dow Jones.

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