PIB do País em 2013 não será tão pujante quanto governo esperava, diz FGV

Segundo economista, desempenho abaixo do esperado ocorrerá em função do aumento da dívida pública

Fernanda Nunes e Daniela Amorim, da Agência Estado,

18 de março de 2013 | 17h05

RIO - A economia brasileira deverá registrar neste ano um aumento da dívida líquida pública, por parte dos governos federal e estadual, projeta a economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) Silvia Matos, em palestra no seminário "Análise Conjuntural". A consequência, segundo ela, é um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013 "não tão pujante quanto o governo esperava".

Ela prevê uma piora da balança comercial, diante da crise internacional. "O cenário é desafiador para a economia brasileira. Do ponto de vista do cenário internacional, a expectativa é de uma modesta desaceleração nos Estados Unidos. Mas o que temos de ver com mais cuidado são as nossas questões internas. Parece que ao longo dos próximos trimestres, o cenário pode não ser tão bom", disse a economista.

Silvia projeta que o PIB não deverá crescer muito mais do que 2,5% neste ano. "Se fechar em 2,7% é um cenário muito otimista. É um crescimento mais baixo e com uma inflação elevada. Temos limitações no mercado de trabalho. E a dinâmica de inflação demonstra esse desequilíbrio", afirmou. Para a indústria, a expectativa é de uma recuperação moderada. Enquanto o risco, em sua opinião, está no setor de serviços, que possui dificuldade com a expansão da produtividade.

A inflação deverá ficar na casa dos 6% neste ano, puxada, sobretudo, pelos preços de serviços, projetou a economista. A ajuda virá dos preços administrados. Também para o ano que vem a expectativa é de que a inflação se aproxime do teto da meta. Por isso, ela acredita na retomada da taxa básica de juros pelo Banco Central.

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