PIB do primeiro trimestre aponta para recessão mais branda, diz economista

Para o economista-chefe da Quantitas Asset Management, Ivo Chermont, PIB anual deve ficar mais próximo de -3% do que -4% 

Gabriela Lara, correspondente, O Estado de S.Paulo

01 Junho 2016 | 11h29

PORTO ALEGRE - O economista-chefe da Quantitas Asset Management, Ivo Chermont acredita que o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre, divulgado nesta manhã pelo IBGE, demonstra que o desempenho da economia neste ano poderá não ser tão ruim quanto o inicialmente esperado. A economia teve contração de 0,3%, na margem, melhor do que a mediana dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, de queda de 0,8%.

"A gente tinha uma ideia de que o PIB de 2016 ia girar entre -3% e -4%, ficando mais perto do -4%. Agora, acredito que ficará mais perto do -3%", resumiu. Ele destacou que, sob a ótica da demanda, os números do primeiro trimestre tiveram uma contribuição forte do setor externo e dos gastos do governo. Além disso, ele considera que a queda de 2,7% nos investimentos foi menos intensa que o previsto, o que, segundo ele, pode estar relacionada à variação de estoque.

"A queda dos estoques foi menor no primeiro trimestre do que no anterior. Isso pode estar indicando que o ajuste de estoque da economia está chegando ao fim. E quando chega ao fim o empresário precisará fazer mais investimento pra produzir mais", avaliou. Chermont acrescentou que, do lado da oferta, o desempenho da indústria mostrou que o setor pode estar próximo de um ponto de reversão. 

De forma geral, de acordo com Chermont, os números do PIB no primeiro trimestre diminuem o grau de incerteza com relação aos rumos da economia brasileira. "Eles reforçam a percepção de que teremos o fundo do poço no segundo trimestre e o início de uma recuperação tímida no terceiro", falou.

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