Agência Brasil/ Arquivo
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PIB do Rio, Sergipe e Paraíba teve queda em 2017, no primeiro ano após a recessão

Dados divulgados agora pelo IBGE apontam que o setor agropecuário foi o responsável por impulsionar o crescimento em 10 dos 18 Estados onde o PIB avançou

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

14 de novembro de 2019 | 15h04

RIO - No primeiro ano após o fim da recessão econômica, o Produto Interno Bruto (PIB) ainda registrou retração em três Estados brasileiros em 2017: Rio de Janeiro (-1,6%), Sergipe (-1,1%) e Paraíba (-0,1%). Os dados são das Contas Regionais divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 14.

Por outro lado, graças à safra agrícola recorde naquele ano, o setor agropecuário foi responsável por impulsionar o crescimento econômico em 10 dos 18 Estados que registraram avanço no PIB maior do que a média nacional (1,3%). O PIB agropecuário cresceu 14,2% em 2017 ante 2016.

“Em 2017, o papel da agropecuária foi preponderante para o crescimento do PIB. O ano de 2016 foi bastante difícil para a agropecuária. O panorama geral foi de problemas climáticos que o Brasil todo teve”, lembrou Alessandra Soares da Poça, gerente de Contas Regionais no IBGE.

Os Estados com os ganhos mais elevados no PIB em 2017 foram Mato Grosso (12,1%), Piauí (7,7%), Rondônia (5,4%) e Maranhão (5,3%). Todos os quatro tiveram as maiores influências da agropecuária sobre o desempenho da economia, sobretudo, dos cultivos de milho, algodão e soja. Em Rondônia, houve influência também da produção de leite.

Apenas Mato Grosso e Rondônia apresentaram crescimento em volume na Indústria (2,0% e 8,1%, respectivamente), puxado pelo aumento de produção de energia elétrica das usinas Teles Pires em Mato Grosso e Santo Antônio e Jirau em Rondônia. Piauí e Maranhão tiveram recuos de 3,8% e 3,5% no setor industrial, respectivamente, por influência da Construção: -9,8% e -10,2%.

Os Serviços cresceram nos quatro Estados: Mato Grosso, 3,2%; Piauí, 2,0%; Rondônia, 1,6%; e Maranhão, 4,1%.

São Paulo, responsável por quase um terço da economia do País, interrompeu em 2017 uma sequência de três anos consecutivos de quedas, mas cresceu apenas 0,3%. Houve contribuição negativa na economia local da construção (-8,5%), atividade financeira, seguros e serviços relacionados (-3,3%) e serviços de informação e comunicação (-1,4%). 

O desempenho da construção seguiu o comportamento da média nacional do setor (-9,2%). No caso da atividade financeira, o mau desempenho é reflexo da redução das operações de crédito, pelo segundo ano consecutivo, somada à redução da taxa básica de juros, a Selic, uma vez que São Paulo é responsável por mais de 50% da atividade financeira brasileira, justificou o IBGE.

Concentração de riqueza

A geração de riqueza permanece concentrada no País. Apenas cinco Estados foram responsáveis por quase dois terços do Produto Interno Bruto brasileiro em 2017. Além de São Paulo, com uma fatia de 32,2% do PIB, os demais Estados com maior participação foram Rio de Janeiro (com 10,2%), Minas Gerais (com 8,8%), Rio Grande do Sul (com 6,4%) e Paraná (com 6,4%). 

Juntos, os cinco responderam por 64,0% da economia brasileira.

O PIB do Brasil em 2017 somou R$ 6,583 trilhões. São Paulo totalizou R$ 2,120 trilhão, seguido por Rio de Janeiro (R$ 671,362 bilhões), Minas Gerais (R$ 576,199 bilhões), Rio Grande do Sul (R$ 423,151 bilhões) e Paraná (R$ 421,375 bilhões).

Os Estados com menor geração de riqueza foram Roraima (R$ 12,103 bilhões), Acre (R$ 14,271 bilhões) e Amapá (R$ 15,480 bilhões).

O maior PIB per capita no País em 2017 ainda foi o do Distrito Federal, que alcançou R$ 80.502, cerca de 2,5 vezes maior que o PIB per capita brasileiro, que ficou em R$ 31.702. O segundo maior PIB per capita é o de São Paulo (R$ 47.008,77), seguido pelo do Rio de Janeiro (R$ 40.155,76).

No extremo oposto, os resultados mais baixos para o PIB per capita foram do Maranhão (R$ 12.788,75), Piauí (R$ 14.089,78), Paraíba (R$ 15.497,67) e Alagoas (R$ 15.653,51), todos no Nordeste.

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