PIB do segundo trimestre deverá ter crescimento de 0,9%

Analistas de bancos estrangeiros acreditam que os fracos números da produção industrial brasileira em julho poderão provocar uma revisão para baixo das estimativas para o PIB neste ano, embora vislumbrem uma retomada no ritmo de atividade nos próximos meses. Esse quadro, segundo eles, permitirá que o Banco Central continue realizando cortes, embora num ritmo menor, de 25 pontos-base.O banco UBS revisou sua previsão de crescimento para o PIB do segundo trimestre ante o período anterior de 1,1% para 0,9%. O crescimento anualizado deverá ficar em torno de 2%. "Diante desses resultados, não ficaríamos surpresos de alguns agentes de mercado sinalizarem logo os riscos de uma revisão para baixo de suas estimativas do PIB de 2006", afirmaram os analistas do banco. "Embora esperemos melhores indicadores de atividade a partir de agora e ainda tenhamos um longo tempo até a próxima reunião do Copom, esses dados parecem consistentes com a nossa previsão de uma Selic a 14,25% no final deste ano."Alexandre Bassoli, economista do HSBC, afirmou que os dados do primeiro semestre favorecem sua estimativa de que a expansão anual do PIB em 2006 deve ficar perto de 3,0%, e não de 4,0% como prevê o Banco Central ou 3,6% como indica o consenso de mercado. Segundo ele, os dados divulgados desde a última reunião do Copom "dão maior conforto sobre a possibilidade de prosseguir com segurança no afrouxamento monetário". Bassoli acredita que o Copom cortará a Selic em 25 pp no dia 30 de agosto. "Os recentes indicadores reforçam nossa confiança de que esse movimento não deve ser o último do atual ciclo", disse. "Devemos chegar a 14% em novembro, e é possível que o afrouxamento monetário prossiga em 2007."

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