PIB dos Estados Unidos cresce 2,2% no 4º trimestre

A economia norte-americana cresceu a um ritmo mais fraco que o esperado nos últimos três meses de 2006, mostrou nesta quarta-feira, 28, a última leitura do governo, com as empresas fazendo menos estoques e os consumidores reduzindo os gastos. O Produto Interno Bruto (PIB), principal medida da atividade econômica, aumentou 2,2% no quarto trimestre de 2006, revisado para baixo da leitura anterior, de 3,5%. Os números do Departamento do Comércio são mais fracos que os 2,4% previstos por analistas ouvidos pela Reuters. No ano, a economia cresceu 3,3%, em queda na comparação com os 3,4% estimados anteriormente. Em um sinal de que as empresas estão cautelosas com a saúde da economia, os gastos não residenciais perderam 2,4% durante o trimestre. Foi a primeira queda desde o primeiro trimestre de 2003 e foi um resultado bem pior do que a estimativa inicial do governo, de um recuo de 0,4%. No front da inflação, o índice PCE teve baixa de 0,9%, a maior desde 1954. Ampliando os sinais de um mercado de moradia complicado, os gastos com a construção de novas moradias despencou 19,1% no trimestre, o pior desempenho desde o recuo de 21,7% nos primeiros três meses de 1991. Durante o quarto trimestre, os gastos pessoais avançaram em uma taxa anual de 4,2%, um pouco inferior à estimativa anterior de 4,4%. No ano, os gastos avançaram 3,2%, levemente pior que a alta de 3,5% em 2005. As importações de bens e de serviços caíram menos do que o previsto inicialmente no trimestre. O Departamento do Comércio afirmou que elas recuaram 2,2% na taxa anual, uma perda menor que os 3,2% da estimativa anterior do governo. Já as exportações aumentaram 10,5% no trimestre, pouco acima dos 10% estimados originalmente.

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