PIB dos Estados Unidos cresce bem acima do previsto

A economia norte-americana cresceu mais do que o esperado no segundo trimestre, graças aos avanços nos investimentos das empresas e nos gastos do governo com a guerra no Iraque. O PIB subiu 2,4% no período, em termos anuais, superando muito as previsões de expansão de 1,4% dos economistas e de 1,4% registrada em ambos dois trimestres anteriores. O Departamento do Comércio informou que o dado será revisado mais duas vezes e alertou para o fato de o relatório ser baseado em informações incompletas. Os investimentos das empresas norte-americanas subiram 6,9% no trimestre, a maior aceleração em três anos, informou o Departamento do Comércio no relatório do PIB do segundo trimestre. Nos últimos dois anos, os investimentos das empresas caíram na maior parte dos trimestres. Os investimentos em computadores e equipamentos cresceram 7,5% no segundo trimestre e os investimentos em estrutura avançaram 4,8%. Os gastos com consumo cresceram 3,3% no trimestre, depois de alta de 2,0% no primeiro trimestre. Os gastos com consumo são responsáveis por dois terços do PIB. Os gastos com bens duráveis, bens com durabilidade de até ou superior a três anos, saltou 22,6% no trimestre, após queda de 2% no trimestre. Os gastos com bens não-duráveis cresceu 0,1%. Os estoques das empresas caíram para US$ 17,9 bilhões no trimestre, depois de elevação de US$ 4,8 bilhões no primeiro trimestre. Gasto com defesa sobe 25,1% Os gastos do governo federal saltaram 25,1% nos EUA, a maior aceleração desde 1967, com os investimentos em defesa minimizando a pequena retração nos gastos pelos governos estatais e locais. Segundo o relatório do PIB norte-americano do segundo trimestre, os gastos federais com defesa dispararam 44,1% no trimestre, maior aceleração desde a Guerra da Coréia. A elevação nos investimentos do governo acrescentaram 1,4% ao crescimento do PIB no segundo trimestre. As exportações caíram 3,1% no trimestre e as importações subiram 9,2% no segundo trimestre. O índice de preços para consumo pessoal, do relatório sobre o PIB norte-americano do segundo trimestre, subiu apenas 0,9%, depois de registrar alta de 2,7% no primeiro trimestre. O indicador é utilizado pelo Fed para avaliar a tendência dos preços no país. O índice de preços de consumo doméstico bruto subiu 0,3% no segundo trimestre, após elevação de 3,4% no primeiro trimestre. Auxílio-desemprego O mercado de trabalho nos Estados Unidos pode estar começando a se estabilizar, conforme indicou os dados sobre axílio-desemprego, que voltaram a ficar abaixo do nível de 400 mil, considerado um parâmetro importamento pelos economistas. O número de pedidos iniciais de auxílio-desemprego caiu pela terceira semana consecutiva. Na semana passada, houve uma redução de 3 mil solicitações, para 388 mil, o menor nível em cinco meses, de acordo com dados do Departamento do Trabalho. A média da quadrissemana, que atenua fatores sazonais, caiu em 11.750, para 408.750, o menor nível em quase cinco meses. A queda surpreendeu analistas, uma vez que a projeção consensual de Wall Street era de aumento de 14 mil solicitações. Os analistas de estatísticas do departament afirmaram que a redução foi superior aos padrões usados com referência para essa época do ano, mas não forneceram explicações. Os dados flutuam com volatilidade em julho, principalmente, em razão do fechamento das linhas de montagem de veículos. Sem os ajustes sazonais, o número de pedidos teria caído em 85 mil na semana passada. Segundo estatísticos do departamento, os fatores sazonais previam um declínio de 19% dos pedidos, mas a queda foi de 20%. O número de trabalhadores que sacaram o auxílio por mais de uma semana subiu na semana encerrada em 19 de julho - últimos dados disponíveis. O número de saques contínuos do benefício subiu em 63 mil, para 3.648.000. O departamento, como sempre faz, revisou o dado da semana anterior de pedidos iniciais, elevando o total em 5 mil, para 391 mil. As informações são da Dow Jones.

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