PIB dos EUA cai menos; setor manufatureiro arrefece

A economia dos Estados Unidos contraiu-se no segundo trimestre em um ritmo mais brando do que inicialmente previsto, enquanto uma inesperada queda na atividade manufatureira da região Meio-Oeste do país em setembro apontou para uma saída desigual da recessão.

LUCIA MUTIKANI, REUTERS

30 de setembro de 2009 | 13h04

O Produto Interno Bruto (PIB), que mede toda a produção de serviços e bens dentro das fronteiras dos EUA, teve queda de 0,7 por cento em uma taxa anualizada, ao invés do declínio de 1,0 por cento informado no mês passado, divulgou o Departamento de Comércio, nesta quarta-feira.

O dado foi melhor do que as expectativas do mercado de queda de 1,2 por cento e significou uma melhora em relação ao primeiro trimestre, quando o PIB retraiu 6,4 por cento a uma taxa anual.

No front manufatureiro, contudo, o Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) de Chicago disse que o seu indicador sobre a atividade empresarial caiu para 46,1 em setembro, ante 50,0 em agosto. Economistas esperavam leitura de 52,0. Dados acima de 50,0 indicam expansão do setor.

"O resultado disso é quão sustentável será essa recuperação. Eu não acredito ainda que isso é uma economia robusta. Este será um período de crescimento muito fraco frustrante", disse Robert Macintosh, economista-chefe na Eaton Vance Corp. em Boston.

Outra pesquisa feita pela ADP Employer Services em parceria com a Macroeconomic Advisers LLC mostrou que o setor privado cortou 254.000 empregos em setembro, mais do que as 210.000 demissões estimadas pelo mercado. Os cortes, contudo, foram menores do que os 277.000 registrados em agosto.

O declínio no PIB no segundo semestre provavelmente será o último resultado negativo da economia dos EUA, que enfrenta uma recessão desde dezembro de 2007. A expectativa é de que a retomada ocorra no período de julho a setembro.

"A revisão de hoje do PIB indica que a economia começou a se estabilizar", disse Mark Doms, economista-chefe no Departamento de Comércio dos EUA. "A economia está indo na direção certa, mais estímulos para o consumo devem dar suporte para esse ímpeto nos próximos meses."

Com a contração no segundo trimestre, o PIB real do país alcançou uma sequência de quatro trimestres negativos pela primeira vez na série histórica do governo iniciada em 1947.

Em Nova York, uma pesquisa da Associação Nacional dos Gerentes de Compra de Nova York (NAPM, na sigla em inglês) mostrou que a atividade empresarial na cidade de Nova York cresceu em setembro para a máxima em quase três anos, amparada no recente otimismo sobre as condições econômicas locais.

O índice subiu para 72,9 em setembro, contra dado revisado para cima de 55,7 em agosto. O número anterior para agosto era 55,3. O nível de setembro é o maior desde novembro de 2006.

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