PIB dos EUA cresceu 3,5% no primeiro trimestre de 2005

O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu no primeiro trimestre do ano a um ritmo anual de 3,5%, quatro décimos acima do cálculo inicial do governo, informou nesta quinta-feira o Departamento de Comércio. A correção em alta no crescimento do PIB ocorreu, principalmente, devido a um diminuição inesperada do déficit comercial em março. A maioria dos analistas tinha calculado que a correção levaria o ritmo de crescimento anual a 3,6%.No último trimestre de 2004, o PIB dos EUA cresceu a um ritmo anual de 3,8%. O crescimento do primeiro trimestre supera a média anual de 3,4% dos últimos 50 anos.Os números divulgados hoje fortalecem a idéia expressada ontem pelo presidente do Federal Reserve de Atlanta, Jack Guynn, de que a política monetária adotada em junho do ano passado, com aumentos gradativos das taxas de juros para controlar a inflação, não impediu a expansão econômica.O relatório oficial também teve um toque otimista sobre a inflação: o índice de preços em despesas de consumo pessoal subiu 2,1% de janeiro a março, em vez dos 2,2% calculados previamente. Esse indicador, mais do que o índice de preços ao consumo, é a medida da inflação preferida pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano) para orientar sua política monetária.Sobre os números divulgados hoje, calcula-se que o PIB dos EUA neste ano, ajustado com a inflação, chegará a 11,09 trilhões de dólares. O déficit no comércio exterior de bens e serviços dos EUA diminuiu 0,7 décimos com relação ao crescimento do primeiro trimestre do ano.Em fevereiro, o déficit comercial tinha alcançado a cifra mensal recorde de 60,6 bilhões de dólares, mas em março o desequilíbrio diminuiu para 55 bilhões, graças ao número recorde de exportações americanas.A despesa dos consumidores, que representa quase 70% do PIB, cresceu a um ritmo anual de 3,6% entre janeiro e março. O cálculo preliminar apontava um ritmo de aumento de 3,5%, após uma alta de 4,2% no quarto trimestre de 2004. Em todo o ano passado, a despesa dos consumidores subiu 3,8%, o maior aumento desde 2000.

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