Manuel Balce Ceneta/AP
Manuel Balce Ceneta/AP

PIB dos EUA ganha força, impulsionado por gastos de consumidores

Com fundamentos mais sólidos, economia norte-americana cresceu a uma taxa anual de 2,3% entre abril e junho; dados podem levar o Federal Reserve a subir os juros em setembro 

Reuters

30 de julho de 2015 | 10h09

O crescimento econômico dos Estados Unidos acelerou no segundo trimestre, com o aumento dos gastos de consumidores compensando os fracos gastos de empresas com equipamentos. Isso sugere um ímpeto estável, o que pode deixar o Federal Reserve, banco central do país, mais perto de elevar a taxa de juros neste ano.

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu à taxa anual de 2,3%, informou o Departamento do Comércio nesta quinta-feira. O PIB do primeiro trimestre, antes divulgado como contração de 0,2%, foi revisado para cima e passou a mostrar expansão de 0,6%.

A revisão ao crescimento do primeiro trimestre refletiu medidas adotadas pelo governo para aperfeiçoar o ajuste sazonal de alguns componentes do PIB.

Na véspera, o BC norte-americano descreveu  a economia como crescendo "moderadamente", ao mesmo tempo que melhorou sua perspectiva sobre o mercado de trabalho e afirmou que o setor imobiliário mostrou avanços "adicionais". A avaliação do Fed deixou a porta aberta para possível elevação da taxa de juros em setembro.

Embora a expansão do PIB no segundo trimestre tenha ficado ligeiramente abaixo das expectativas de economistas, que previam alta de 2,6%, a composição do crescimento indicou fundamentos cada vez mais sólidos.

O indicador de demanda doméstica privada - que exclui comércio, estoques e gastos do governo - cresceu à taxa de 2,5%, após subir 2% no início do ano.

O crescimento no segundo trimestre foi impulsionado por gastos de consumidores, à medida que as famílias usaram parte dos ganhos inesperados gerados pela gasolina mais barata no final de 2014 e início deste ano para ir às compras. O fortalecimento do mercado de trabalho também encorajou consumidores a gastar.

Por outro lado, os gastos das empresas em estruturas caíram à taxa de 1,6%, depois de tropeçarem 7,4% no início do ano. Os gastos com equipamentos caíram à taxa de 4,1%.

(Por Lucia Mutikani)

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