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PIB dos EUA sobe 3,5% no 3º tri e país sinaliza fim da recessão

Economia norte-americana volta a registrar expansão após 4 trimestres, impulsionada pelos gastos no consumo

Regina Cardeal, da Agência Estado,

29 de outubro de 2009 | 10h34

A economia dos EUA cresceu no terceiro trimestre pela primeira vez em mais de um ano graças a uma retomada nos gastos de consumo, mas o mercado de trabalho fraco deve manter a recuperação lenta. O Produto Interno Bruto (PIB) subiu acima do esperado, a uma taxa anual ajustada de 3,5% entre julho e setembro, informou nesta quinta-feira, 29, o Departamento do Comércio, na primeira estimativa para o desempenho do PIB no terceiro trimestre. Economistas ouvidos pela Dow Jones previam crescimento de 3,2% do PIB neste trimestre.

 

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O crescimento foi o primeiro desde o segundo trimestre de 2008, quando o PIB registrou alta de 3,3%, e o maior (ante o trimestre anterior) desde o quarto trimestre de 2007. O dado serve como uma confirmação não oficial de que a mais longa e profunda recessão desde a Grande Depressão terminou. A palavra oficial sobre inicio e fim das recessão cabe ao Birô Nacional de Pesquisa Econômica (NBER, na sigla em inglês), que declarou o começo da recessão em dezembro de 2007. O grupo privado ainda precisa anunciar a data do término da recessão.

 

O ganho do PIB foi puxado pelos gastos com consumo, que subiram 3,4% no terceiro trimestre, ante queda de 0,9% no período abril a junho. Os gastos com consumo contribuíram com 2,36 pontos porcentuais para o crescimento do PIB. O dólar desvalorizado impulsionou as exportações nos Estados Unidos, o que também colaborou no crescimento econômico no terceiro trimestre.

 

Analistas esperam que o fortalecimento do cenário financeiro continuará apoiando o desempenho econômico do país no quarto trimestre, mesmo diante da fraqueza do mercado consumidor neste ano, o cenário mais negativo em 26 anos.

 

"O PIB melhor do que o esperado confirma que a recessão chegou ao fim", disse Kevin Flanagan, economista da Global Wealth Management. "A questão que surge agora é se isto é apenas uma recuperação estatística ou se vamos ter algum momento significativo de base sustentada", afirmou.

 

Emprego

 

Em mais um indício da recuperação da economia dos Estados Unidos, o número de trabalhadores norte-americanos pedindo auxílio-desemprego diminuiu em mil na semana passada. Os pedidos iniciais caíram para o patamar com ajuste sazonal de 530.000 na semana encerrada em 24 de outubro, informou o Departamento de Trabalho nesta quinta-feira. Analistas consultados pela Reuters previam uma queda para 521 mil, ante 531 mil na semana anterior.

 

(Com Reuters e Dow Jones)

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