Andrew Harnik/AP
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PIB dos Estados Unidos surpreende e cresce à taxa anualizada de 3,9% no segundo trimestre

Os gastos do consumo, que representam mais de dois terços da economia dos EUA, aumentaram 3,6%

O Estado de S. Paulo

25 Setembro 2015 | 10h02

A economia dos EUA cresceu no segundo trimestre em ritmo mais forte do que se imaginava, de acordo com a terceira leitura do dado, publicada hoje pelo Departamento do Comércio. O Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano se expandiu a uma taxa anualizada de 3,9% entre abril e junho deste ano, considerando-se ajustes sazonais. A segunda leitura havia estimado crescimento de 3,7% no período e a primeira, de 2,3%.

A terceira estimativa do PIB surpreendeu analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que não esperavam uma nova revisão e previam ganho anualizado de 3,7% no segundo trimestre.

O dado divulgado nos EUA refere-se ao cálculo anual de crescimento da economia, conta diferente da feita no Brasil, que anuncia periodicamente o crescimento trimestral em relação ao trimestre anterior. Nos EUA, o crescimento anual de 3,9% representa um crescimento trimestral de 0,961%. No mesmo período, a economia do Brasil se retraiu 1,9%.

Os gastos do consumo, que representam mais de dois terços do PIB, contribuíram para a revisão positiva, aumentando a uma taxa de 3,6% entre abril e junho, ante +3,1% na leitura anterior.

O novo cálculo também refletiu notícias positivas no setor de construção. Enquanto a construção de moradias cresceu em ritmo revisado de 9,3% no segundo trimestre, a construção fora do setor residencial teve expansão de 6,2%, mostrando forte revisão ante a leitura anterior, de +3,1%.

Além disso, a estimativa para os lucros corporativos também foi revisada para cima, de +5,1% para +6,4%.

Os números dos Departamento do Comércio, contudo, também sugerem crescimento mais fraco dos EUA no terceiro trimestre. Uma medida de estoques privados, por exemplo, mostrou estagnação no segundo trimestre, sugerindo que as empresas podem preferir desovar os produtos em suas prateleiras em vez de manter a produção.

De qualquer forma, o resultado de abril a junho representa um grande avanço em relação ao do primeiro trimestre, quando o PIB norte-americano cresceu a um desanimador ritmo anual de 0,6%, afetado principalmente pelo clima frio da época. 

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