PIB dos EUA tem contração levemente menor no 1o tri

A economia dos Estados Unidos iniciou 2009 com contração um pouco menor que o anteriormente estimado, mas continuou mostrando a demanda bastante abatida e uma fraqueza generalizada.

GLENN SOMERVILLE, REUTERS

25 de junho de 2009 | 11h38

O Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano caiu a uma taxa anualizada de 5,5 por cento no primeiro trimestre, depois da retração de 6,3 por cento no quarto trimestre de 2008 e de 0,5 por cento no terceiro.

A divulgação feita nesta quinta-feira pelo Departamento de Comércio é a leitura final do PIB do período. A primeira apontou retração de 6,1 por cento e a segunda, queda de 5,7 por cento.

"Os dados econômicos que temos visto até agora sobre o segundo trimestre sugerem que o número preliminar (de PIB) mostrará um declínio modesto, talvez metade da taxa que vimos no primeiro trimestre", disse Gary Thayer, economista sênior da Wells Fargo Advisors.

O gasto do consumidor, responsável por dois terços da atividade econômica, aumentou 1,4 por cento no primeiro trimestre, taxa revisada ante a leitura preliminar de 1,5 por cento.

Parte da revisão do PIB veio do fato de as empresas reduzirem estoques em uma taxa menos forte. Os estoques caíram a uma taxa de 87,1 bilhões de dólares, ante leitura preliminar de queda de 91,4 bilhões de dólares.

Refletindo o fraco ritmo das economias globais, as exportações caíram 30,6 por cento no primeiro trimestre, ante dado preliminar de queda de 28,7 por cento. Foi o maior declínio em 40 anos.

As importações recuaram 36,4 por cento, a queda mais forte desde 1947.

A queda das exportações tirou 4,16 pontos percentuais do PIB.

Os investimentos empresariais caíram em um ritmo recorde de 37,3 por cento no primeiro trimestre, enquanto o investimento imobiliário declinou 38,8 por cento, o mais forte recuo desde o início da década de 1980.

Os lucros corporativos cresceram 1,4 por cento no primeiro trimestre, taxa revisada para cima ante a leitura preliminar de alta de 1,1 por cento. O dado mostra uma recuperação frente à queda de 10,7 por cento nos últimos três meses do ano passado.

(Reportagem adicional de Alister Bull)

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