Jonathan Ernst/ Reuters
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PIB dos EUA tem crescimento recorde de 7,4% no 3º trimestre

Resultado veio com a injeção de US$ 3 trilhões em medidas de combate à crise provocada pela pandemia, que ajudaram a aumentar os gastos do consumidor em 40,7%

O Estado de S.Paulo

29 de outubro de 2020 | 10h57
Atualizado 30 de outubro de 2020 | 10h42

WASHINGTON - A economia dos Estados Unidos teve crescimento recorde no terceiro trimestre depois de o governo injetar mais de US$ 3 trilhões em medidas de combate à pandemia que alimentaram os gastos dos consumidores, embora as cicatrizes da recessão provocada pela covid-19 devam demorar um ano ou mais para sumir.

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 7,4% de julho a setembro em relação aos três meses anteriores, o que representa a primeira retomada desde o início da pandemia, informou o Departamento do Comércio norte-americano nesta quinta-feira, 29. O avanço, equivalente a 33,1% em uma base anual, foi de longe o maior desde o início das estatísticas confiáveis, após a Segunda Guerra Mundial; o recorde anterior era um aumento trimestral de 3,9% em 1950.  

O resultado vem após a queda de 9% registrada entre abril e junho. “O aumento no terceiro trimestre do PIB refletiu os esforços contínuos para reabrir negócios e retomar atividades que foram adiadas ou restringidas pela cobiça”, explicou o Departamento de Comércio em seu relatório. 

Os gastos do consumidor, que nos EUA respondem por dois terços da atividade econômica, subiram 40,7% entre julho e setembro, enquanto o investimento empresarial aumentou 70,1%. 

Apesar da recuperação histórica no último trimestre, economistas apontam que, dada a atual retomada de casos de covid-19 nos Estados Unidos, o país com mais infecções e mortes no mundo, a expectativa é de que a expansão econômica volte a abrandar, com a volta das restrições de circulação em algumas regiões. 

Relatório separado do Departamento do Trabalho mostrou também nesta quinta que 751 mil pessoas entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego na semana encerrada em 24 de outubro, contra 791 mil no período anterior.

Embora os pedidos tenham caído do recorde de 6,867 milhões em março, eles permanecem acima do pico de 665 mil visto durante a recessão de 2007-2009.

Os dados do PIB são o último grande indicador econômico que será conhecido nos Estados Unidos antes das eleições, no próximo dia 3 de novembro, nas quais o atual presidente, o republicano Donald Trump, busca a reeleição contra seu rival democrata, o ex-vice-presidente Joe Biden. / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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