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PIB dos EUA tem maior queda em 26 anos no 4º trimestre

Queda de 6,3% no período é um pouco maior que o estimado anteriormente pelo Departamento do Comércio

Agência Estado,

26 de março de 2009 | 09h42

A economia norte-americana desacelerou à taxa anualizada de 6,3% no trimestre entre outubro e dezembro, a maior contração em 26 anos. O dado é final. Anteriormente, o Departamento do Comércio havia estimado contração um pouco menor, de 6,2%, mas a última revisão do Produto Interno Bruto (PIB) mostrou desaceleração menor do que o mercado esperava. Segundo economistas ouvidos pela Dow Jones, em média, a previsão era de que o PIB fosse revisado para uma queda de 6,6%.

 

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A revisão, para uma contração levemente maior do que o calculado anteriormente, reflete uma liquidação dos estoques das empresas superior à prevista anteriormente. Os estoques das empresas caíram US$ 25,8 bilhões no quarto trimestre, segundo a última revisão divulgada nesta quinta-feira, acima do volume de US$ 19,9 bilhões do cálculo anterior. No terceiro trimestre, os estoques cederam US$ 29,6 bilhões. Os estoques reduziu 0,11 ponto porcentual do PIB do quarto trimestre. Anteriormente, os estoques haviam adicionado 0,16 ponto porcentual ao PIB.

 

As vendas reais finais de produtos domésticos, calculado a partir do PIB subtraído de mudanças nos estoques privados, caíram 6,2% pelo último cálculo. A queda é inferior à retração de 6,4% estimada antes. No terceiro trimestre, as vendas reais finais cederam 1,3%.

 

O ajuste nos estoques reflete a redução de 4,3% nos gastos dos consumidores - o dado não foi revisado em relação ao cálculo anterior. No terceiro trimestre, os gastos dos consumidores cederam 3,8%.

 

Os gastos com serviços subiram 1,5% no quarto trimestre, dado revisado de aumento de 1,4% estimado antes. As compras de bens duráveis caíram 22,1% no quarto trimestre (não revisado) e as compras de bens não duráveis recuaram 9,4%.

 

Os investimentos residenciais fixos, componente que inclui gastos com imóveis, cederam 22,8% no quarto trimestre, superando a estimativa anterior de queda de 22,2%. O número subtraiu 0,80 ponto porcentual do crescimento do quarto trimestre. No terceiro trimestre, os investimentos residenciais fixos caíra 16%.

 

Os investimentos do governo subiram 7% no quarto trimestre; dado revisado de alta de 6,7%. No terceiro trimestre, os investimentos do governo haviam crescido 13,8%.

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