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PIB dos países da OCDE tem a maior queda desde 1960

O Produto Interno Bruto (PIB) dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) caiu 2,1% no primeiro trimestre de 2009 em relação ao trimestre anterior - o pior resultado desde 1960. A retração representa aprofundamento da crise, já que no quarto trimestre de 2008 o desempenho dos 30 membros da instituição havia despencado 2%. Em comparação ao primeiro trimestre do ano passado, o PIB dos países da OCDE se contraiu 4,2%. Dentre as sete maiores economias, apenas a da França melhorou, e pouco, sua performance.Os dados consolidados, relativos ao primeiro trimestre, foram divulgados ontem, em Paris. A pior queda foi verificada no Japão: -4%, depois dos -3,8% registrados no último período do ano passado. Também em recessão profunda, a Alemanha viu sua economia encolher 3,8% no primeiro trimestre, ante um recuo de 2,2% no período anterior. No conjunto da zona euro - que reúne os 16 países com a moeda única -, a recessão se aprofundou. A queda passou de 1,6%, no quarto trimestre de 2008, para 2,5% no primeiro período de 2009. Já os Estados Unidos revelaram estabilidade, de acordo com os cálculos da OCDE: caíram 1,6%, repetindo a cifra do trimestre anterior. Dentre as sete maiores economias analisadas, a França foi a única a reduzir a intensidade da queda, conforme a organização. Enquanto no quarto trimestre de 2008 o recuo havia sido de 1,5%, no primeiro quarto de 2009, foi de 1,2%. O resultado, porém, não animou os especialistas da entidade. "Comparado ao mesmo trimestre do ano precedente, os sete grandes países registraram queda do PIB no primeiro trimestre de 2009 e uma deterioração acentuada em relação ao trimestre precedente", diz o relatório.No último sábado, em Roma, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, afirmou que a queda da economia vem diminuindo de ritmo após o primeiro trimestre. "Nós estamos em uma situação na qual assistimos a uma desaceleração progressiva da queda do PIB no mundo industrializado", afirmou. "Nós veremos provavelmente que a queda é cada vez mais fraca, mais as cifras continuarão negativas, cenário que poderá perdurar por todo o ano. As cifras positivas vão aparecer no decorrer do próximo ano." DESEMPREGOO desempenho pífio da economia mundial segue tendo reflexos no nível de emprego. De acordo com a OCDE, no primeiro trimestre 39,3 milhões de pessoas estavam sem emprego nos seus 30 países-membros - o equivalente à população do Canadá. E a progressão continua: no terceiro trimestre de 2008, a cifra era de 32,8 milhões, enquanto no fim do ano o índice alcançou 35,4 milhões. A Espanha era o país com maior número de desempregados em março: 16,5% da população economicamente ativa.

Andrei Netto, O Estadao de S.Paulo

26 de maio de 2009 | 00h00

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