PIB dos países industrializados decepciona, diz OCDE

A tão esperada aceleração do crescimento dos países ricos não ocorre e o Produto Interno Bruto (PIB) mantém-se estagnado. O forte desempenho registrado na Europa no segundo trimestre foi compensada pela perda de ritmo nas economias dos Estados Unidos e Japão. Os dados são da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que ontem publicou seus números sobre o segundo trimestre de 2010.

Jamil Chade CORRESPONDENTE / GENEBRA, O Estado de S.Paulo

19 de agosto de 2010 | 00h00

Depois de crescer 0,7% no primeiro trimestre, a economia dos 32 países industrializados voltou a repetir o mesmo padrão de expansão. Entre abril e junho, a alta foi novamente 0,7% ante o trimestre anterior.

A esperança do mercado era de que o crescimento ganhasse ritmo, como ocorreu na Europa. Mas sinais de fragilidade nos EUA e a queda nas importações da China indicaram que a retomada para muitos países ricos se arrastou. Tanto o Fundo Monetário Internacional (FMI) como o Banco Central Europeu (BCE) indicaram que o segundo semestre pode ver uma queda no ritmo de crescimento mundial.

No segundo trimestre de 2010, a expansão da zona do euro foi de 1%, puxada pelo crescimento de 2,2% na Alemanha - o maior desde a reunificação, no início dos anos 90, e a mais alta até agora entre todos os países ricos. A taxa chegou a 1,1% no Reino Unido, que não usa o euro.

O problema, segundo a OCDE, é que tanto a expansão americana quanto a japonesa decepcionaram. De acordo com os dados, o momento pós-crise tem sido de disparidade no desempenho das economias ricas.

Decepção. Nos EUA, a alta foi de apenas 0,6% no segundo trimestre, depois de uma alta de 0,9% nos primeiros três meses do ano. No Japão, a queda foi ainda mais pronunciada. Depois de crescer em 1,1% no primeiro trimestre, Tóquio amargou uma alta de apenas 0,1% na segunda metade do primeiro semestre.

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