PIB está adequado, mas 2º tri deve ser melhor, diz Bernardo

Segundo ministro, governo continua apostando em crescimento de 4,5% este ano

Agencia Estado

14 de junho de 2007 | 16h47

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre está em nível adequado, mas que a perspectiva do governo é de que seja melhor ainda no segundo trimestre. "Já sabemos que o segundo trimestre está muito bom. Com certeza, será melhor que no primeiro trimestre, não só porque a base é fraca (o resultado do segundo trimestre de 2006 foi baixo), mas porque está havendo uma aceleração na atividade industrial", afirmou o ministro.Bernardo, que participou nesta quarta-feira, 13, de um seminário sobre combate à corrupção, disse que o governo continua apostando na meta de crescimento do PIB para este ano de 4,5%. Segundo ele, podendo até ultrapassar esse porcentual.A economia brasileira cresceu 0,8% no primeiro trimestre deste ano, em comparação ao último trimestre de 2006, segundo os números do PIB divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação ao primeiro trimestre do ano passado, o PIB registrou expansão de 4,3%.Ao ser questionado se o consumo do governo ajudou a impulsionar o crescimento do PIB no primeiro trimestre, Paulo Bernardo disse que a avaliação do governo é de que os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ainda não tiveram influência no crescimento do primeiro trimestre. "O que acaba sendo um fator positivo por que significa que no segundo trimestre sentiremos o efeito positivo do PAC no PIB", disse Bernardo. O ministro acredita também que o PAC também deve influenciar positivamente o indicador de formação bruta de capital fixo no segundo trimestre. "A tendência é que os investimentos também cresçam", afirmou.Em relação ao crescimento da indústria, que foi de 3% em relação a igual período de 2006, Paulo Bernardo acredita que houve um impacto das importações de equipamentos que, segundo ele, num primeiro momento não é bom para a indústria. Mas num segundo momento, explicou, a modernização do parque fabril vai gerar um crescimento maior na atividade industrial. Ele lembrou que a indústria automobilística cresceu 8,3% entre abril e maio deste ano, sinalizando uma aceleração no ritmo da atividade industrial.JurosBernardo afirmou ainda não há nenhuma discussão, dentro do governo, para novas reduções na Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), embora o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, tenha defendido, na semana passada, uma nova redução da taxa, que é usada nos financiamentos da instituição. Paulo Bernardo, no entanto, lembrou que as medidas anunciadas na terça-feira, pelo governo, para fortalecimento dos setores afetados pelo câmbio, trazem financiamentos com taxas de juros menores que a TJLP. "Não vou dizer que isso pode ser um sinal. Mas acho que estamos num momento de seguir baixando as taxas de juros no Brasil", disse. "Acho que o Banco Central tem uma avenida aberta para baixar as taxas de juros; os bancos oficiais têm feito um esforço e nós precisamos conseguir que os bancos privados também façam a diminuição do spread e dos custos de financiamento, porque isso é mais compatível com a realidade que estamos vivendo, de inflação baixa, de necessidade de financiamento e de necessidade de crescimento", afirmou. Na reunião deste mês, o Conselho Monetário Nacional vai fixar a taxa da TJLP para vigorar no terceiro trimestre deste ano.

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